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Coreia do Norte alerta os EUA sobre “crise além do controle”

Fala do presidente Joe Biden no Congresso dos EUA gerou reações no governo norte-coreano

Monique Mello - 02/05/2021 17h38 | atualizado em 02/05/2021 18h09

Kim Jong Un, líder da Coreia do Norte

A Coréia do Norte advertiu os Estados Unidos de que enfrentarão “uma crise além de seu controle” e acusou o presidente Joe Biden, por seu tom contundente e considerado “hostil” perante Pyongyang, por meio de sua mídia estatal.

O regime norte-coreano lançou as ameaças a Washington por meio de declarações do diretor-geral do Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte responsável pelos assuntos dos Estados Unidos, Kwon Jong-gun, coletadas neste domingo (2) pela agência de notícias estatal KCNA.

Os comentários vêm em resposta ao primeiro discurso de Biden no Congresso na última quarta-feira (28), no qual ele prometeu que trabalhará com seus aliados para lidar com a “séria ameaça representada pela Coréia do Norte” usando diplomacia e “forte dissuasão”.

– A declaração reflete claramente sua intenção de prosseguir uma política hostil a respeito da RPDC (República Popular Democrática da Coreia), o que o governo dos Estados Unidos faz há mais de meio século – declarou Kwon Jung Gun.

Para o governo norte-coreano, a tal diplomacia de Joe Biden é um “cartel espúrio” para que os Estados Unidos “encobrisse seus atos hostis”.

Nesta sexta-feira (30), a Casa Branca informou que seu objetivo continua sendo “a completa desnuclearização da península coreana”.

Em coletiva a jornalistas, Jen Psaki, secretária de imprensa de Biden, disse que a política dos Estados Unidos contemplará “uma abordagem calibrada e prática que está aberta à diplomacia e a explorará” com a Coreia do Norte.

Psaki não deu muitos indícios sobre o tipo de iniciativa diplomática que se poderia supor, mas sugeriu que Biden aprendeu com a experiência de administrações anteriores, que lutaram durante décadas para enfrentar a ditadura norte-coreana ou, nos últimos anos, fazer frente à seu crescente arsenal nuclear.

A secretária disse também que Washington não se “centraria em alcançar um grande acordo”, aparentemente referindo-se ao tipo de acordo que o ex-presidente Donald Trump sugeriu inicialmente que era possível quando se reuniu com o líder norte-coreano. A Casa Branca tampouco seguiria a abordagem mais distante de Barack Obama, disse Psaki.

Em abril, o presidente sul-coreano Moon Jae-in, que visitará a Casa Branca em 21 de maio, exortou Biden a dialogar diretamente com Kim sobre a desnuclearização.

 

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