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Pierre Borges - 24/02/2021 17h18 | atualizado em 24/02/2021 19h25

Pr. Luiz Sayão coordenou duas traduções da Bíblia Foto: Divulgação

O pastor Luiz Sayão, responsável por coordenar a produção das traduções da Bíblia na Nova Versão Internacional e na versão Almeida Século XXI, teve seu verbete removido da Wikipédia na última terça-feira (23).

O site alega que Sayão não tem a “notoriedade” necessária para possuir uma página no site e a exclusão gerou a revolta de seguidores do pastor nas redes sociais, que exigem respostas.

Colaborador do Pleno.News, Sayão critica o critério usado para a exclusão de sua página e alega que os editores do site “menosprezam todas as informações que ali estão e parece uma questão puramente de perfil ideológico.”

No tópico de discussão sobre a exclusão da página, um usuário que afirma não estar ligado ao pastor por nenhum vínculo institucional ou religioso, argumenta que “pesquisadores dedicados ao estudo dos textos bíblicos em suas línguas originais são poucos e pouco referenciados fora da academia. Todavia, o professor Luiz Sayão é um nome extremamente relevante nesse segmento.” O usuário também afirma que “alguns dos votos pela exclusão […] não escondem um viés de preconceito religioso”.

Luiz Sayão tem verbete excluído na Wikipédia
Luiz Sayão tem verbete excluído na Wikipédia Imagem: Reprodução

A administração da Wikipédia também gerou críticas por parte da equipe do Brasil Paralelo, que teve seu verbete no site determinado como “página protegida”, impedindo que a empresa edite o conteúdo. Páginas protegidas são editadas apenas por um único usuário que está, segundo o Brasil Paralelo, inserindo informações falsas sobre o mesmo. As críticas são direcionadas à trechos que relacionam a produtora com filosofias de extrema direita; anti-intelectualistas; negacionistas; ciberativistas; milenaristas; e revisionistas.

Além de Sayão, outras personalidades conservadoras também foram silenciadas na web. o Ator Kevin Sorbo teve suas contas do Facebook e Twitter excluídas. Conhecido por interpretar o personagem Hércules em uma série, o ator reclamou que não foi comunicado sobre a eliminação de suas páginas, embora as redes sociais tenham alegado que os perfis continham “desinformação sobre Covid-19 ou sobre vacinas”.

– Isso me deixa triste. O que penso é: Porque nós não podemos ter um debate sem raiva, ódio e violência? Você tem o seu ponto de vista, eu tenho o meu – declarou o ator à Fox Business.

Kevin_Sorbo_Gage Skidmore
Ator Kevin Sorbo teve a conta excluída do Faceboook Imagem: Gage Skidmore/Wikimedia Commons

O ator também classificou a medida como uma forma de “cancelamento” e reforçou que não tem a intenção de gerar conflitos.

– Isso é cancelamento total. Quer dizer, olhe, eu não posto coisas que querem causar tumultos ou causar brigas e raiva e ódio. Eu posto coisas como: “Vamos ter uma discussão sobre esse pessoal” – explicou Sorbo.

Já o YouTube, removeu no início de fevereiro deste ano dois canais atribuídos ao grupo Terça Livre, alegando que o motivo seria “reiteradas violações promovidas pelas páginas”, mas além de não esclarecer que violações seriam essas, a empresa também disse que “se reserva ao direito de restringir a criação de conteúdo de acordo com os próprios critérios”.

– Não conseguiram parar o canal Terça Livre e acharam que retirando-nos do YouTube, onde éramos líderes de audiência, seria o fim de nossa empresa. Continuaremos a fazer nossos Boletins do jeito que der, até que tenhamos a nossa própria plataforma, que custa muito caro – declarou, em rede social, o jornalista Allan dos Santos, fundador do Terça Livre.

Allan dos Santos, fundador do site Terça Livre Foto: Agência Senado/Alessandro Dantas

Após a justiça determinar a devolução dos canais excluídos, o YouTube entrou com um recurso para tentar manter a exclusão. Na última sexta-feira (19), no entanto, a Justiça, não apenas negou o recurso apresentado pela defesa, como também dobrou a multa caso os canais não sejam reestabelecidos. Até o momento dessa publicação, o YouTube não se pronunciou nem devolveu os canais do grupo.

Nas redes sociais, o blogueiro Bernardo Küster, conhecido aliado de Jair Bolsonaro e de Olavo de Carvalho, teve suas contas do Facebook e Twitter removidas após decisão do ministro Alexandre de Moraes sobre o inquérito das fake news.

Na ocasião, Küster publicou um vídeo, em seu canal do YouTube reclamando de perseguição e afirmando que o inquérito é ilegal.

– Você pode ser tudo, pode ser o liberal prudente, muito agradável e bonito, mas você não pode ser conservador e cristão raiz – afirmou o blogueiro.

Bernardo Küster
Bernardo Küster teve suas contas bloqueadas por Alexandre de Moraes Foto: Reprodução

No vídeo, publicado em julho de 2020, Küster diz que não havia sido chamado para prestar depoimento, nem teve seus bens pessoais devolvidos. Ele ainda comparou o Brasil com a China, afirmando que “as vozes que discordam dos poderosos são caladas.”

Entretanto, até mesmo o presidente da maior potência mundial também foi censurado pelas redes. No fim de 2020, o então presidente Donald Trump teve uma série de publicações marcadas com um selo, afirmando que haviam informações falsas.

A maioria das publicações eram referentes à contagem de votos nos EUA, onde Trump alegava haver fraude e que Biden teria ganhado as eleições mediante votos falsos.

Donald Trump teve publicações censuradas Foto: EFE/EPA/Al Drago

Pelo menos, 12 postagens foram marcadas como falsas pelo Twitter em 2020, enquanto o Facebook chegou a banir temporariamente a conta do empresário em janeiro de 2021 após a invasão ao Capitólio, nos EUA. Mark Zuckerberg, CEO da rede social, afirmou que os riscos de permitir que Trump continuasse a usar a rede social durante o período eram “simplesmente grandes demais.”

Donald Trump teve sua conta banida permanentemente do Twitter, que alegou que Trump representava um “risco de mais incitações à violência.”

BÔNUS
Enquanto esta matéria era produzida, o Facebook determinou a suspensão temporária da conta do influenciador Olavo de Carvalho por sete dias. Para saber mais sobre o caso, clique aqui.

Olavo de Carvalho e bolsonaro
Olavo de Carvalho e Jair Bolsonaro

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