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Chernobyl é usada como campo de treinamento da Ucrânia

Zona de Exclusão pode ser ponto estratégico em eventual guerra contra a Rússia

Pierre Borges - 07/02/2022 17h30 | atualizado em 07/02/2022 17h49

Trecho de Chernobyl
Chernobyl foi desocupada em 1986 após desastre nuclear Foto: Reprodução/Google Street View

Após sofrer o pior desastre nuclear do mundo e estar abandonada desde 1986, a cidade de Chernobyl, na Ucrânia, voltou a ser utilizada, mas desta vez como campo de treinamento militar. De acordo com o jornal The New York Post, até o fim do mês, 30 mil soldados ucranianos deverão participar de exercícios militares em Pripyat.

Embora não sejam feitos literalmente dentro da cidade em que ocorreu o acidente nuclear, os exercícios estão sendo executados dentro da chamada Zona de Exclusão de Chernobyl, que engloba as cidades de Chernobil, Pripyat e Poliske. A região também faz fronteira com Belarus, país aliado da Rússia.

A Ucrânia possui o terceiro maior exército da Europa, perdendo apenas para a Rússia e a França. Segundo o ministro de Assuntos Internos ucraniano, Denys Monastyrsky, o objetivo dos exercícios militares é mostrar a evolução das táticas de combate urbano do país desde que a Rússia anexou a Crimeia e que separatistas pró-Rússia tomaram uma faixa do leste da Ucrânia, há cerca de oito anos.

A tensão entre a Ucrânia e a Rússia tem se intensificado. E, embora o presidente Vladimir Putin negue que tenha qualquer intenção de invadir o país vizinho, imagens de satélite mostram que militares russos estão montando acampamentos próximos à fronteira com a Ucrânia.

Outro fator que aumenta a tensão entre os países é o contingente de soldados russos que estão sendo enviados para Belarus, o maior desde a Guerra Fria. Alguns destacamentos militares russos estão posicionados há apenas duas horas da capital ucraniana, Kiev.

Caso uma invasão ocorra, a Ucrânia poderia usar a Zona de Exclusão como um canal estratégico na guerra. Como foi publicado pelo Pleno.News, o país já recebeu 1,5 bilhão (cerca de R$ 7,88 bilhões) de dólares em armas para se defender da Rússia. Os principais doadores foram os Estados Unidos e o Reino Unido.

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