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Chefe do Pentágono diz que ação no Irã conseguiu mudar regime

Declaração do secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, foi feita nesta segunda-feira

Pleno.News - 02/03/2026 15h10 | atualizado em 02/03/2026 18h04

Pete Hegseth Foto: EFE/EPA/JIM LO SCALZO

O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, disse, nesta segunda-feira (2), que a operação militar ordenada pelo presidente Donald Trump contra o Irã conseguiu uma mudança no regime do país islâmico e garantiu que esses ataques não são semelhantes aos do Iraque, nem se tornarão um conflito “interminável”.

Hegseth indicou que a Operação Fúria Épica, iniciada no último sábado (28) e que resultou na morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, é a “mais letal, mais complexa e mais precisa da história”.

– Esta não é uma guerra de mudança de regime, mas com certeza o regime mudou e o mundo está melhor por causa disso – acrescentou o chefe do Pentágono, em entrevista coletiva.

Ele insistiu que os ataques são realizados “com precisão, de forma avassaladora” e acrescentou que, à medida que o conflito avança, as capacidades dos EUA “se fortalecem e as do Irã se enfraquecem”.

– Nós definimos os termos desta guerra do início ao fim. Nossas ambições não são utópicas. São realistas – advertiu Hegseth, que reiterou que Trump e seu gabinete “se esforçaram ao máximo” para conseguir uma saída diplomática, mas que Teerã protelava para “ganhar tempo para recarregar seus arsenais de mísseis”.

– Isto não é o Iraque. Isto não é interminável. É todo o contrário. Esta operação é uma missão clara, devastadora e decisiva: destruir a ameaça dos mísseis, destruir a Marinha, nada de armas nucleares – disse Hegseth.

Na mesma entrevista coletiva, o chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, Dan Caine, garantiu que as operações militares contra o Irã “levarão algum tempo” para atingir os objetivos, exigirão “trabalho árduo” e esperam novas baixas entre suas tropas. Os Estados Unidos confirmaram nesta segunda que um quarto militar morreu devido aos ferimentos sofridos durante os “ataques iniciais” da operação.

*EFE

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