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Boris Johnson sobre encontro de Putin e Trump: “Deu enjoo”

Presidente da Rússia foi recebido em solo estadunidense

Pleno.News - 16/08/2025 11h47 | atualizado em 19/08/2025 16h59

Vladimir Putin e Donald Trump no Alaska Foto: EFE/EPA/SERGEY BOBYLEV/SPUTNIK/KREMLIN POOL

Boris Johnson, ex-primeiro-ministro do Reino Unido, afirmou em postagem no X, neste sábado (16), que ver o presidente da Rússia, Vladimir Putin, sendo aplaudido no tapete vermelho em solo estadunidense lhe provocou enjoo.

– Esse foi, sem dúvida, o episódio mais nauseante de toda a sórdida história da diplomacia internacional. Deu enjoo ver Putin ser recebido em solo americano – escreveu.

O presidente dos Estados Unidos,Donald Trump, recebeu Putin nesta sexta-feira (15), com diversos aparatos de boas vindas: um sobrevoo militar, um tapete vermelho, um aperto de mão presidencial e um passeio particular com Trump na limusine presidencial. O republicano chegou a aplaudir Putin quando ele se aproximou no tapete vermelho.

Após a conversa, Putin abriu a coletiva de imprensa; o que foge ao padrão de encontros nos Estados Unidos. Ele disse que haviam chegado a um acordo para “pavimentar o caminho para a paz na Ucrânia”, sem dizer qual era realmente o teor.

Logo em seguida, Trump disse que “ainda não chegamos lá, mas já avançamos. Não há acordo até que haja um acordo”.

No fim, não se concordou com um cessar-fogo na Ucrânia como desejava Kiev.

Putin saiu da reunião com algumas vitórias. Ele pôde visitar aos Estados Unidos pela primeira vez depois de mais de dez anos e volta para a Rússia com imagens de uma saudação calorosa de Trump, além de mais um adiamento das sanções secundárias contra a Rússia.

Neste sábado, Trump confirmou que vai se encontrar com o presidente ucraniano Volodmir Zelensky em Washington na próxima segunda-feira (18).

Em postagem nas redes, afirmou que, depois da cúpula com Putin, telefonou para diversas autoridades e líderes europeus, para o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e para Zelensky, e que “todos decidiram que a melhor maneira de pôr fim à terrível guerra entre a Rússia e a Ucrânia é chegar diretamente a um acordo de paz, e não a um mero acordo de cessar-fogo, que muitas vezes não se sustenta”.

Zelensky, por sua vez, pediu a Trump que as sanções contra a Rússia sejam reforçadas se Putin recusar o fim da guerra e reiterou ainda a importância de envolver a Europa nas negociações.

*AE

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