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Boris Johnson enfrenta votação que pode resultar em sua queda

Premiê pode deixar o cargo após polêmicas relacionadas a festas realizadas durante o pior momento da pandemia

Paulo Moura - 06/06/2022 08h48 | atualizado em 06/06/2022 09h18

Primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson Foto: EFE/EPA/Julian Simmonds/Pool

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, deve ser submetido à votação de uma moção de desconfiança nesta segunda-feira (6) no Parlamento Britânico. A medida, que pode derrubá-lo do cargo, é uma consulta sobre se os parlamentares confiam que o primeiro-ministro possui capacidade para permanecer liderando o governo.

Johnson passou a ficar pressionado no cargo após se ver envolvido em diversos escândalos, principalmente sobre a realização de festas que descumpriram as regras sanitárias durante a pandemia de Covid-19. Nesta segunda, o atual premiê britânico precisa de 180 votos para seguir no cargo. Caso não conquiste esse número, seu partido precisará escolher um novo primeiro-ministro.

O Partido Conservador, do qual Johnson faz parte, ativou a votação após 15% dos seus parlamentares apresentarem o pedido. Graham Brady, funcionário do partido, informou que 54 dos 359 parlamentares pediram que a votação fosse feita no Parlamento. A previsão é de que a sessão aconteça entre 18h e 20h desta segunda, no horário local (14h e 16h, pelo horário de Brasília).

POLÊMICA DO PARTYGATE
O caso que está sendo conhecido entre os britânicos como Partygate começou após a descoberta de que o principal assessor de Johnson, Martin Reynolds, mandou em maio de 2020 um e-mail para 100 funcionários de Downing Street, residência oficial do governo, convidando-os para uma reunião no jardim da residência oficial do governo.

– Por favor, junte-se a nós a partir das 18h e traga sua própria bebida – dizia Reynolds em sua mensagem, divulgada pela ITV News.

Na época, as visitas eram proibidas e a maior aglomeração limitava-se a duas pessoas ao ar livre. Essa polêmica, porém, não foi a única envolvendo Johnson. Cinco dias antes do evento citado no e-mail de Reynolds, o casal participou de outra reunião, com queijos e vinhos, no jardim da residência e na companhia de outros funcionários.

Diante dos casos, a popularidade de Jonhson despencou a ponto que apenas 27% defendem a permanência dele no cargo de premiê, de acordo com uma pesquisa feita pela YouGov para a Sky News. O político também perdeu apoio entre seus aliados, o que resultou na moção de desconfiança.

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