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Protestos exigem auditoria em eleição presidencial da Bolívia

Manifestantes pressionam autoridades para conseguir a anulação da vitória de Luis Arce

Pleno.News - 06/11/2020 18h10 | atualizado em 06/11/2020 19h45

Protestos em maior cidade da Bolívia exigem auditoria em eleição presidencial Foto: EFE/Juan Carlos Torrejón

A maior cidade da Bolívia, Santa Cruz de la Sierra, vive nesta sexta-feira (6) uma série de protestos que inclui bloqueios de ruas e rodovias, além do fechamento de bancos. Os manifestantes têm o objetivo de pressionar as autoridades do país a realizar uma auditoria das eleições de outubro e a anulação da vitória de Luis Arce, do Movimento ao Socialismo (MAS), partido do ex-presidente Evo Morales.

Grupos de cidadãos estão bloqueando várias das principais vias da cidade com barricadas para impedir a passagem de veículos e cumprir a convocação de uma paralisação geral de 24 horas por parte de uma organização convocada pelo Comitê Cívico de Santa Cruz, organização que foi forte opositora de Morales durante o período em que ele estava no poder.

Algumas agências bancárias não abriram, e bloqueios montados em frente a instituições como o Ministério Público Departamental impediram que funcionários entrassem.

Alguns cartazes que estavam com os manifestantes indicavam a rejeição à posse das autoridades eleitas, que será realizada neste domingo (8), na capital, La Paz.

O presidente do comitê, Romulo Calvo, disse que a greve é “esmagadora”. Ele agradeceu à população que aderiu às medidas de protesto e disse que há “momentos muito difíceis” na vida democrática do país. Calvo defendeu ainda que a posse de Arce deveria ser suspensa até que seja feita uma auditoria das eleições.

Protestos incluem bloqueios de ruas e rodovias, além do fechamento de bancos Foto: EFE/ Juan Carlos Torrejón

Algumas províncias do departamento (estado) de Santa Cruz também se juntaram a estes protestos, bloqueando estradas, por exemplo, que o ligam às regiões de Cochabamba e Beni.

A cidade de Cochabamba também viveu um dia de paralisações convocado por um comitê cívico local. Barricadas foram montadas com pneus, terra, bandeiras e pedras. Mas, na maior parte dos bairros, a situação é normal.

Desde a semana passada, organizações cívicas em cidades como Santa Cruz, La Paz, Cochabamba e Tarija vêm realizando protestos, vigílias e greves cívicas, exigindo uma auditoria.

Na quinta-feira (5), o governo de transição, liderado pela presidente interina, Jeanine Áñez, enviou uma carta ao órgão eleitoral pedindo que a população fosse ouvida e que fosse realizada uma auditoria do processo eleitoral, para dar “certeza” aos bolivianos.

Um dos membros do Supremo Tribunal Eleitoral enviou uma carta ao Secretário Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, pedindo uma auditoria para investigar “a possível existência de um bloco de dados alternativo” com “acesso privilegiado”. Entretanto, o presidente do órgão eleitoral, Salvador Romero, rejeitou estas acusações que, de acordo com ele, não são baseadas em “provas”, mas em “versões fantasiosas”.

*Com informações da Agência EFE

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