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China terá vantagem se EUA não investirem em infraestrutura

Presidente dos EUA, Joe Biden, deu declarações nesta terça-feira

Pleno.News - 29/06/2021 20h00 | atualizado em 29/06/2021 20h03

Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden Foto: EFE/EPA/Andrew Harrer

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, avisou nesta terça-feira (29) que a China assumirá a liderança se o país não se comprometer firmemente a investir em infraestrutura. Segundo ele, o plano propõe pode criar “milhões de empregos altamente remunerados”.

Biden defendeu o plano de infraestrutura em um evento na cidade de La Crosse, no estado de Wisconsin, onde ressaltou que a proposta representa o “investimento de uma geração” para que os EUA possam competir com o resto do mundo. Foi quando advertiu que a China está trabalhando “muito à frente” dos EUA.

O democrata citou novamente o país asiático em outro ponto de seu discurso, ao afirmar que a China está produzindo veículos elétricos a toda a velocidade, mais do que qualquer outro país do mundo, e também está muito à frente dos EUA no investimento em pesquisa e desenvolvimento.

Além disso, Biden recordou que neste dia, há 65 anos, o então presidente Dwight Eisenhower assinou a lei que criava a rede de estradas interestaduais. Desde então, o país não fez um investimento tão ambicioso em infraestrutura.

Foi por isso que Biden insistiu em um acordo entre democratas e republicanos que garanta a aprovação do plano de infraestrutura.

Biden enfrenta o desafio de salvar o acordo alcançado na semana passada com um grupo de legisladores democratas e republicanos para aprovar o plano, que planeja investir US$ 1,2 trilhão em infraestrutura ao longo de oito anos. Após o acordo ter sido anunciado na quinta-feira, o entusiasmo foi diluído pelo descontentamento de ambos os lados.

Por um lado, Biden e os democratas querem que a proposta esteja ligada a um plano de despesas sociais, que inclua investimentos em banda larga, combate à crise climática e cuidados com crianças e idosos, entre outros. No entanto, os republicanos querem que o projeto se limite às infraestruturas tradicionais, como estradas, pontes e portos.

Na última quinta-feira (24), durante a apresentação do acordo bipartidário, Biden avisou que não assinaria o plano caso não esteja ligado às despesas sociais. No sábado, porém, teve de recuar e esclarecer que o assinará devido ao risco de os conservadores retirarem o apoio.

*EFE

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