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Áustria tinha recebido alerta antes de ataque terrorista

Eslováquia notificou que autor de ataque tentou comprar munição

Pleno.News - 04/11/2020 19h17

Áustria foi alertada antes de ataque terrorista Foto: EFE/EPA/FLORIAN WIESER

A polícia da Eslováquia informou, nesta quarta-feira (4), que no verão passado alertou as autoridades austríacas que o autor do ataque islâmico, registrado na última segunda em Viena, tentou comprar munição em uma loja de armas eslovaca, aparentemente sem autorização.

– A polícia eslovaca obteve informações no verão de que os suspeitos da Áustria tentaram comprar munição em nosso território – relatou uma mensagem pública das forças de segurança eslovacas.

Embora o criminoso e outra pessoa, que o acompanhava, não tenham conseguido comprar a munição desejada, a polícia eslovaca enviou “informações imediatamente aos colegas austríacos”, segundo confirmou a polícia eslovaca à Agência EFE.

As forças de segurança eslovacas não quiseram especificar mais nada, a fim de não dificultar a investigação na Áustria.

As autoridades austríacas identificaram o autor do ataque como Kujtim Fejzulai, nascido em Viena, filho de pais albaneses-macedônios e que já havia sido condenado a 22 meses de prisão por querer ingressar ao grupo jihadista Estado Islâmico (EI) na guerra da Síria.

Na terça, o EI assumiu a responsabilidade pelo ataque por meio de um de seus canais de propaganda.

O jovem de 20 anos também constava dos registros policiais como islamista radical, mas não era considerado uma ameaça à segurança.

O autor do ataque espalhou o terror por nove minutos no centro de Viena com um fuzil, uma pistola automática e um facão, matando quatro civis, além de ferir outras 20 pessoas, incluindo um policial, até ser morto pelos agentes.

O ministro do Interior, Karl Nehammer, adiantou que a revisão das licenças para extremistas islâmicos será reformada, após o criminoso ter sido libertado da prisão por seu bom comportamento e por seguir um programa de desradicalização.

Nehammer enfatizou que o simpatizante do EI não apenas saiu mais cedo da prisão, como também enganou todos os supervisores sobre suas verdadeiras ideias radicais e sua disposição para a violência.

*Com informações da Agência EFE

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