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“As Malvinas não são inglesas”, diz presidente da Argentina

Declarações de Alberto Fernández aparecem em entrevista publicada pela BBC

Pleno.News - 02/04/2022 11h13 | atualizado em 02/04/2022 11h51

Presidente da Argentina, Alberto Fernández Foto: EFE/Ballesteros

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, afirmou que as Ilhas Malvinas “não são inglesas”. Ele rejeitou a possibilidade de negociar uma soberania compartilhada do arquipélago atlântico.

As declarações do líder argentino foram dadas durante uma entrevista publicada nesta sexta-feira (1º) pela emissora britânica BBC.

No 40º aniversário da incursão argentina nas ilhas, Fernández se declarou “naturalmente pacifista”. Ele defendeu a resolução de qualquer disputa territorial “através do diálogo e da busca de pontos de acordo”.

– [Estou disposto a] sentar e conversar com os que usurpam minha terra para ver se consigo que me devolvam – disse o presidente argentino.

Fernández ressaltou que espera que “a Argentina tenha plena soberania” sobre as Malvinas.

– São nossas terras. É como se você roubasse uma casa minha e depois eu tivesse que discutir com você para ver como dividimos os direitos da casa. Se você usurpou, você não tem direito. E é isso que acontece nas Malvinas – declarou.

A afirmação de Fernández se baseia, entre outros fatores, no fato de que o arquipélago é “uma continuação” do continente argentino.

– É absolutamente incompreensível pensar que essas ilhas, que são uma continuação dos nossos Andes, que em algum momento submergem e ressurgem e formam essas ilhas, pertencem a um território diferente da Argentina. Além disso, nós as ocupamos antes que os ingleses as usurpassem em 1833. E desde então as reivindicamos – falou.

Na entrevista à rede pública britânica, Fernández também relembrou os acontecimentos de 2 de abril de 1982.

– Foi um momento muito chocante para todos nós, porque obviamente foi uma medida adotada pela ditadura no maior sigilo e ninguém sabia exatamente como aconteceu, quem tomou essa decisão – declarou.

Segundo o atual presidente argentino, chegou-se até a pensar que a incursão militar já havia sido pactuada anteriormente.

– Especulamos que era uma questão meio discutida, porque a Inglaterra definitivamente não dava atenção às Ilhas Malvinas naquela época. [A guerra] não teve consenso popular e o povo não foi consultado (…) Em todo caso, o que fez foi promover a recuperação das terras que sempre foram argentinas. A reação militar que se seguiu foi do Reino Unido. Foi uma guerra declarada por uma ditadura que enviou uma geração de jovens corajosos, heróis, para lutar em situações de grande desigualdade contra o adversário. Por isso, nossa eterna memória e nosso eterno respeito – disse.

*EFE

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