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Argentina critica testes do Reino Unido com mísseis nas Malvinas

Ministério das Relações Exteriores argentino emitiu comunicado nesta sexta

Pleno.News - 09/04/2021 16h57 | atualizado em 09/04/2021 17h29

Argentina critica testes do Reino Unido com mísseis nas Ilhas Malvinas Foto: Vick Bufano | Unsplash

Nesta sexta-feira (9), a Argentina criticou duramente os exercícios militares, incluindo testes de mísseis, realizados pelo Reino Unido nas Ilhas Malvinas, arquipélago do Atlântico Sul sob domínio britânico e cuja soberania é reivindicada pelo país sul-americano.

– A Argentina rejeita, nos termos mais fortes, a realização de manobras militares e o lançamento de mísseis em particular, em território argentino ilegitimamente ocupado pelo Reino Unido – declarou o Ministério das Relações Exteriores da Argentina, em um comunicado.

Para o governo de Alberto Fernández, essas manobras constituem uma demonstração injustificada de força e um afastamento deliberado dos apelos das inúmeras resoluções das Nações Unidas e de outras organizações internacionais que pedem para os dois países voltarem à mesa de negociações sobre a soberania das ilhas.

De acordo com a nota, o próprio Ministério das Relações Exteriores britânico informou à embaixada argentina em Londres que, nos próximos dias, o Reino Unido realizará exercícios militares na área das Malvinas que incluirão o lançamento de mísseis Rapier.

Logo após ter sido oficialmente informada, Buenos Aires enviou uma nota de protesto a Londres. Nela, o governo argentino lembrou que a ONU e outras organizações pediram para as partes não adotarem “decisões unilaterais que envolvam a introdução de modificações na situação enquanto as ilhas estão passando pelo processo de negociação recomendado”.

Segundo a Argentina, a presença militar na área e o lançamento de mísseis também contradizem outra resolução das Nações Unidas que solicita que os estados “militarmente significativos” respeitem a região do Atlântico Sul como uma zona de paz e cooperação.

A Argentina também salientou que, quanto às suas obrigações relativas à segurança da navegação no sudoeste do Atlântico, assim que souber a data do lançamento do míssil, o Serviço Hidrográfico Naval Argentino emitirá um aviso de rádio náutico, informando sobre a realização do exercício militar.

O governo argentino anunciou que informará a situação ao secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, e à Organização Marítima Internacional.

A Argentina e o Reino Unido entraram em conflito em 1982, em uma guerra pela soberania das Ilhas Malvinas na qual morreram 255 britânicos, 649 argentinos e três nativos.

*Com informações da Agência EFE

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