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Argentina anuncia medidas para enfrentar 2ª onda da Covid

Ministra da Saúde falou sobre redução da circulação de pessoas nas ruas

Pleno.News - 06/04/2021 17h31 | atualizado em 06/04/2021 18h02

Argentina anuncia medidas para enfrentar segunda onda da pandemia da Covid-19 Foto: EFE/Juan Ignacio Roncoroni

A ministra da Saúde da Argentina, Carla Vizzotti, afirmou nesta terça-feira (6) que o país entrou na segunda onda de casos de infecção pelo novo Coronavírus. Ela também anunciou a adoção de medidas para reduzir a circulação de pessoas nas ruas e avançar a vacinação daquelas com mais de 60 anos.

– Com esse aumento sustentado e acelerado de casos, a segunda onda [da pandemia] já é um fato – admitiu a integrante do governo.

Ela deu declarações durante entrevista coletiva.

A ministra afirmou ainda que “o que está acontecendo na Argentina não ultrapassa o contexto global”, ao mencionar o aumento dos casos que levaram a confinamentos estritos no hemisfério norte e à tensão e sobrecarga do sistema de saúde nos países vizinhos.

Na tarde desta terça, as autoridades políticas e sanitárias do governo argentino, da província de Buenos Aires e da capital do país voltarão a reunir-se, após um encontro ontem, quando fizeram um diagnóstico da situação, buscando um acordo sobre novas restrições.

Segundo a ministra, o objetivo é aplicar “medidas intensivas, transitórias, precoces e geograficamente localizadas para reduzir a circulação de pessoas”.

Entretanto, ela afirmou que essas medidas “têm que ser implementadas sem impacto” nas atividades produtivas, comerciais, de lazer, em que se demonstrou que “não são fonte de contágio” nem impactam “na presença de classes e tendo em conta o cansaço da sociedade”.

“São três semanas de um esforço maior” para vacinar a população em risco, conforme disse Vizzotti, que apelou para o comportamento individual dizendo ser “falso” que alguém jovem e saudável não corre risco.

HORA DE VACINAR
Carla Vizzotti disse que o objetivo é vacinar a população de risco, principalmente os maiores de 60 anos, de 70 anos e as pessoas entre 18 e 59 anos em situação de risco.

Ela afirmou que a população-alvo atinge cerca de 15 milhões de pessoas, agregando ao quadro estratégico as 7 milhões de pessoas com mais de 60 anos.

Enquanto isso, o país recebeu 7,27 milhões de vacinas de diversos fornecedores e, segundo dados oficiais, já foram aplicadas 4.404.175 doses.

“A possibilidade de aumentar a vacinação diária e semanal nas jurisdições é possível”, disse ela.

Enquanto isso, de acordo com a ministra, mais de 90% dos funcionários do sistema de saúde foram vacinados com uma dose e quase 60% receberam a segunda dose. E 55,6% dos maiores de 80 anos já receberam uma dose e 40,7% da população entre 70 e 79 anos já iniciaram o calendário de vacinação.

Neste contexto de aceleração das infecções, com a chegada do outono e a escassez de vacinas, o governo decidiu adiar a aplicação da segunda dose para três meses após a aplicação da primeira, para vacinar um maior número de pessoas e reduzir a mortalidade.

Para a ministra, hoje “não é [mais] o [emsmo] sistema de saúde de março de 2020”, no início da pandemia, já que o número de leitos de terapia intensiva aumentou em 50%, o número de respiradores em 60%, e a equipe de saúde tem mais experiência para lidar com o vírus. Mas ela alertou que é “muito importante não continuar a tensionar o sistema de saúde”, pois as equipes “estão muito cansadas”.

A Argentina acumula 2.407.159 casos positivos de Covid desde o início da pandemia e 56.471 mortes.

*Com informações da Agência EFE

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