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Argentina amplia restrições diante da segunda onda de Covid

Presidente decidiu prorrogar restrições até 21 de maio

Pleno.News - 30/04/2021 15h20 | atualizado em 30/04/2021 16h17

Presidente da Argentina, Alberto Fernández Foto: EFE/Juan Mabromata

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, decidiu nesta sexta-feira (30) prorrogar até 21 de maio as restrições adotadas por conta da segunda onda da Covid-19 e adiantou que promoverá uma lei para tomar medidas sanitárias no futuro.

– Devemos fazer um novo esforço para diminuir a circulação [do vírus], reduzir os contágios e, assim, descomprimir, tanto quanto possível, nosso sistema de saúde – disse Fernández.

O governo impôs de 9 de abril até hoje restrições à circulação noturna de pessoas e a certas atividades sociais e comerciais, principalmente em Buenos Aires e sua periferia, a área com maior número de casos.

Fernández disse que as novas medidas são adotadas com base em critérios epidemiológicos e serão diferentes, dependendo se uma área do país é de baixo, médio ou alto risco ou se encontra em “alarme epidemiológico e sanitário”.

Em todo o país, estão suspensas as viagens em grupo, reuniões sociais com mais de dez pessoas e o comparecimento ao trabalho de pessoas que fazem parte do grupo de risco.

Em áreas de médio risco à saúde, os governos provinciais terão o poder de adotar medidas para reduzir a circulação.

Já nas de alto risco, não será possível circular entre 0h e 6h, várias atividades sociais são suspensas, além da capacidade e limitação de horários para o setor gastronômico.

Entretanto, para as áreas em “alerta”, sobretudo Buenos Aires e sua periferia, só será possível a circulação das 20h às 6h, o transporte público é restrito às pessoas que atuem em áreas essenciais, shoppings são mantidos fechados, e os esportes coletivos estão proibidos, entre outras medidas.

PROJETO DE LEI
As restrições para as zonas em alarme incluem a suspensão das aulas presenciais, medida que Fernández já havia adotado em 9 de abril, mas que gerou uma disputa judicial ainda não resolvida com o governo da capital, liderado pelo opositor Horacio Rodríguez Larreta.

– Eu sou o presidente de cada argentino e é minha responsabilidade estabelecer medidas fortes contra a pandemia – disse.

Fernández afirmou que, diante da pandemia, as decisões não podem ser tomadas com “especulação política”.

Ele anunciou que, nos próximos dias, enviará ao Parlamento – com maioria pró-governamental – um projeto de lei para que, “com base em critérios científicos claros e precisos”, tenha poderes como presidente e aos governadores adotem “restrições e medidas de cuidado durante esta situação excepcional”.

– A pandemia exige uma responsabilidade imensa de nós, e é a política que deve tomar as decisões – afirmou.

SITUAÇÃO SANITÁRIA
A Argentina vem registrando um aumento vertiginoso de casos de Covid-19 há quase um mês, com um nível crescente de ocupação de leitos nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

– O número de casos é realmente muito alto. A situação epidemiológica na região metropolitana de Buenos Aires é crítica e temos outras áreas com alta tensão sanitária – alertou Fernández.

Na quinta-feira (29), a Argentina registrou 561 novas mortes por Covid-19, o maior número desde o início da pandemia, e chegou a um total de 63.508 vítimas.

Além disso, 26.053 casos foram notificados, elevando o número total de 2.954.943 positivos para a doença.

*Com informações da Agência EFE

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