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Com vitória de José Kast, direita e esquerda governarão seis países a partir de 2026

Paulo Moura - 17/12/2025 11h44 | atualizado em 17/12/2025 13h31

Direita e esquerda na América do Sul
Direita e esquerda na América do Sul (Imagem ilustrativa) Fotos: PR/Alan Santos // PR/Ricardo Stuckert

A eleição de José Antonio Kast como novo presidente do Chile reforçou o equilíbrio ideológico entre governos de direita e de esquerda na América do Sul. Com a vitória do candidato conservador no último domingo (14), a direita passará a comandar, a partir de 2026, seis dos 12 países do continente, igualando-se numericamente aos governos alinhados à esquerda.

Kast foi eleito com mais de 58% dos votos, segundo o Serviço Eleitoral do Chile (Servel), derrotando a candidata de esquerda Jeanette Jara. O resultado ocorre em um momento de rearranjo político regional, marcado por alternâncias frequentes de poder e forte polarização.

O novo cenário se consolida após mudanças recentes em outros países. No Uruguai, por exemplo, a esquerda voltou ao comando com a vitória de Yamandú Orsi, que assumiu a Presidência em março de 2025. Já na Bolívia, a esquerda ficou fora do segundo turno após quase duas décadas no poder, abrindo caminho para a vitória de Rodrigo Paz, de direita, que tomou posse em novembro deste ano.

Historicamente, a América do Sul passou por diferentes ciclos. Após os regimes militares, na segunda metade do século 20, a década de 90 foi marcada por governos mais conservadores. Já no início dos anos 2000, a chamada “onda rosa” levou partidos de esquerda ao poder, impulsionados pela valorização das exportações, especialmente para a China.

Esse cenário começou a mudar após a crise financeira global de 2008, quando a queda no preço das commodities reduziu a capacidade fiscal dos Estados e enfraqueceu projetos progressistas. No entanto, a esquerda volta a ganhar terreno no meio da década seguinte, quando, em 2015, chegou a ter oito dos 12 presidentes dos países sul-americanos.

Três anos depois, em 2018, quando o ex-presidente Jair Bolsonaro se elegeu no Brasil, a direita teve seu melhor momento dos últimos anos, chegando a ter sete governantes, contra cinco de esquerda.

Nos anos seguintes, a situação se inverteu e a esquerda voltou a ter maioria, com sete presidentes contra cinco de direita entre os anos de 2022 e 2024, mas o equilíbrio foi retomado com as vitórias de Paz e Kast.

Confira os governantes da América do Sul a partir de 2026 e suas linhas ideológicas:

– Argentina: Javier Milei (direita);
– Bolívia: Rodrigo Paz (direita);
– Brasil: Luiz Inácio Lula da Silva (esquerda);
– Chile: José Kast (direita);
– Colômbia: Gustavo Petro (esquerda);
– Equador: Daniel Noboa (direita);
– Guiana: Irfaan Ali (esquerda);
– Paraguai: Santiago Peña (direita);
– Peru: José Jeri (direita);
– Suriname: Jennifer Simons (esquerda);
– Uruguai: Yamandú Orsi (esquerda);
– Venezuela: Nicolás Maduro (esquerda).

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