Apoiado por Trump, Nasry Asfura lidera eleição de Honduras
Com 44% das urnas apuradas, conservador tem 40% dos votos
Pleno.News - 01/12/2025 07h45 | atualizado em 01/12/2025 09h53

O candidato presidencial Nasry Asfura, do conservador Partido Nacional – a quem o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu apoio publicamente -, lidera a apuração das eleições gerais realizadas neste domingo (30) em Honduras, seguido por Salvador Nasralla, do Partido Liberal, segundo os resultados preliminares divulgados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE).
Com 44,23% das urnas apuradas, Asfura tem até agora 597.184 votos (40,39%), enquanto Nasralla aparece com 579.626 (39,20%), resultados que marcam uma mudança de tendência em Honduras, governada nos últimos anos pela esquerda.
A candidata da situação, Rixi Moncada, do esquerdista Partido Liberdade e Refundação (Libre), foi relegada a um distante terceiro lugar, com 287.166 votos (19,42%), o que forçou seus líderes a serem cautelosos, solicitando aos apoiadores que permaneçam “em pé de luta” até que a apuração seja concluída.
Os primeiros resultados preliminares demoraram mais de uma hora para serem publicados pelos três membros do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), devido a problemas técnicos e sob o olhar expectante das centenas de observadores eleitorais presentes na sala.
Asfura, em uma mensagem breve e com irritação antes de ser conhecida a primeira contagem, exigiu à presidente do CNE, Ana Paola Hall, que agilizasse o relatório preliminar.
– Exigimos a Ana Paola Hall, não sei o que ela está esperando, que saia e cumpra seu dever, não tenhamos um país à espera, em ascuas, nas trevas. Faça-o, pelo bem da democracia. A lei diz isso. Obrigado Honduras, estamos aqui para servi-los e estamos firmes – destacou Asfura.
Apesar disso, as eleições gerais de Honduras transcorreram neste domingo sem maiores incidentes, com leves denúncias de atrasos, de supostos impedimentos para os observadores na contagem e urnas danificadas, mas com uma alta afluência nos centros eleitorais de mais de 2,8 milhões de pessoas, segundo os dados iniciais.
Mais de 6,5 milhões de hondurenhos estavam aptos a escolher no domingo a pessoa que sucederá a presidente Xiomara Castro, que concluirá seu mandato em 27 de janeiro de 2026. Além disso, votaram para definir três designados presidenciais (vice-presidentes), 128 deputados para o Parlamento local, 20 para o Centro-Americano e 298 corporações municipais.
APOIO DE TRUMP
As eleições hondurenhas foram marcadas pelo apoio surpreendente de Trump a Asfura, um político de origem palestina com breve trajetória na administração pública. Além de pedir votos, Trump prometeu que, se Asfura ganhar, “haverá muito apoio” para esse país centro-americano, assolado pela pobreza e por ondas migratórias de seus cidadãos para o norte.
Trump descreveu Asfura como “o único verdadeiro amigo da liberdade em Honduras” e afirmou que vê a possibilidade de “trabalhar juntos para lutar contra os narco-comunistas” e enfrentar o presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
Esse apoio de Washington, a poucos dias das eleições, veio acompanhado de um futuro indulto ao ex-presidente Juan Orlando Hernández (2014-2022), condenado por narcotráfico nos Estados Unidos e da mesma legenda política que Asfura.
Com tudo isso, Asfura lidera a contagem de votos com uma margem apertada em relação a Nasralla, o conservador que mantém a esperança de reverter os resultados para pôr fim a 16 anos de ausência do Partido Liberal, mas sem o apoio dos Estados Unidos.
Após o triunfo nas eleições passadas da atual governante Xiomara Castro, do Partido Libre, Nasralla ocupou um dos três cargos de designado presidencial até abril de 2024, quando renunciou devido a atritos com a presidente e com seu marido, Manuel Zelaya, que também é o coordenador geral da legenda.
*EFE



















