Algo terá que ser feito com o México, declara Donald Trump
Declaração foi dada neste sábado
Pleno.News - 03/01/2026 19h21 | atualizado em 05/01/2026 13h23

Após ordenar um ataque à Venezuela e prender o ditador venezuelano Nicolás Maduro, o presidente americano Donald Trump disse que “alguma coisa terá que ser feita com o México” diante da atuação de cartéis de narcotraficantes. A declaração foi dada em entrevista à emissora americana Fox News, neste sábado (3).
Na entrevista feita após a operação em território venezuelano, Trump foi questionado se a operação poderia ser vista como uma mensagem ao México e à sua presidente, Claudia Sheinbaum.
Trump declarou que “não era para ser” uma mensagem, mas defendeu que alguma ação seja adotada em relação ao México, porque os cartéis “estão comandando” o país. Ele disse ainda que a presidente mexicana é uma “boa mulher” e que ele poderia “ser político” e dizer que ela tem o controle do país, mas que isso não seria verdade.
– Os cartéis estão comandando o México; ela não está comandando o México. Ela tem muito medo dos cartéis. Eu perguntei a ela: “Você gostaria que nós eliminássemos os cartéis?’ e ela disse que não – declarou.
E acrescentou:
– Temos que fazer alguma coisa, porque perdemos 300 mil pessoas para as drogas e elas entram principalmente pela fronteira sul [dos Estados Unidos], e alguma coisa vai ter que ser feita em relação ao México.
Trump não detalhou se planeja alguma operação em território mexicano.
Mais cedo, no entanto, Claudia Sheinbaum condenou a operação militar americana na Venezuela. Em sua conta na rede social X, ela disse que a Carta das Nações Unidas diz que “os Membros da Organização, em suas relações internacionais, se absterão de recorrer à ameaça ou ao uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado, ou de qualquer outra forma incompatível com os propósitos das Nações Unidas”.
Vale lembrar que, apesar de o narcotráfico ser um desafio para ambos os países, Venezuela e México vivem situações políticas totalmente diferentes.
Enquanto o país sul-americano vivia um regime autoritário comandado por Maduro há quase 13 anos até este sábado, com denúncias de fraudes em eleições que mantiveram o político no poder, Sheinbaum foi eleita democraticamente pelos mexicanos em 2024 para um mandato de seis anos. Um de seus principais desafios, no entanto, é justamente combater o crime organizado e a violência política no país.
*Com informações da Agência EFE
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