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Alemanha ‘fabricou’ estudo para defender lockdown, diz jornal

Ministério do Interior teria coordenado pesquisadores para obter resultado que justificasse restrições

Pleno.News - 14/02/2021 09h32 | atualizado em 14/02/2021 09h45

Alemanha teria encomendado estudo com o único objetivo de defender medidas restritivas Foto: Pexels

Uma reportagem publicada pelo jornal alemão Die Welt, com informações obtidas através de conversas de e-mail alvos de um processo judicial que durou meses, aponta que o Ministério do Interior da Alemanha encomendou um estudo de diversos pesquisadores com um único objetivo: justificar as medidas restritivas adotadas pelo país.

A denúncia, publicada no dia 7 de fevereiro, é embasada em uma troca de e-mails com mais de 200 páginas que mostra que, em março de 2020, o Ministério Federal do Interior recrutou cientistas de vários institutos de pesquisa e universidades para fins políticos a favor de medidas a serem adotadas contra a pandemia de Covid-19.

Nas conversas, o secretário de Estado do Ministério do Interior, Markus Kerber, encomendou aos pesquisadores do Instituto Robert Koch e de outras instituições a criação de um modelo computacional com base no qual poderiam ser planejadas medidas “preventivas e repressivas”.

Os documentos ainda indicam que os pesquisadores trabalharam com a coordenação direta do ministério na produção, em apenas quatro dias, de um conteúdo declarado como “secreto”, mas que foi distribuído em diversos meios de comunicação alemães nos dias posteriores.

O estudo em questão calculava o “pior cenário possível”, segundo o qual mais de um milhão de pessoas na Alemanha poderiam morrer de coronavírus se a vida social continuasse como antes da pandemia. Com base nas “terríveis projeções”, o governo alemão respondeu com mudanças legislativas abrangentes em leis para criar restrições.

Na prática, as autoridades alemãs pagaram ao Instituto Koch e outros para produzir modelos de uma pandemia terrível, que elas usaram para promulgar restrições que agora começam a ser desmontadas nos tribunais do país europeu.

Um dos exemplos foi Stuttgart, onde a Justiça alemã declarou que a cidade violou a lei ao dizer ao organizador de um protesto que ele não poderia processar solicitações para realizar reuniões em massa devido a restrições à pandemia. Um tribunal constitucional, por sua vez, considerou que foi a cidade quem violou a liberdade de reunião.

Em Weimar, um tribunal declarou a proibição do contato social ilegal e contrária à Lei Básica Alemã (Gründgesetz), declarando as leis de lockdown “inconstitucionais porque a Lei de Proteção contra Infecções não era uma base legal suficiente para uma regulamentação tão abrangente como uma proibição de contato”.

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