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Alckmin tentará reduzir tarifa dos EUA: “Injusta e descabida”

Vice-presidente concedeu entrevista ao canal Globo News

Pleno.News - 17/07/2026 21h45 | atualizado em 21/07/2026 18h53

Geraldo Alckmin, vice-presidente da República Foto: Cadu Gomes/VPR

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), repetiu, nesta sexta-feira (17), que o governo continuará buscando com os Estados Unidos a reversão do cenário de cobrança de 25% sobre a venda de produtos brasileiros para o mercado norte-americano.

Ele reconheceu que as conversas com o governo de Donald Trump “sempre foram mais genéricas”, mas ponderou que o diálogo continua.

— Não eram pautas muito específicas, mas a gente via que os interesses maiores dos Estados Unidos sempre se referiam ao etanol, explicitando que aqui era 18% e eles tinham uma tarifa menor — afirmou, em entrevista à Globo News.

Segundo Alckmin, o governo brasileiro contra-argumentava que a maior parte do etanol nacional é via cana-de-açúcar.

Em seguida, o vice-presidentes afirmou que essa disputa é equivocada, pois os EUA são os maiores produtores de etanol do mundo, seguidos pelo Brasil.

— Não temos que vender um para o outro, temos que vender para terceiros mercados — defendeu.

Segundo Alckmin, em outros setores, o Brasil já possui tarifas baixas, então o governo americano focou em temas não tarifários. Ele citou como exemplo a questão das big techs para defender a integração entre os dois países.

— Eu mesmo fiz reunião com a área das big techs com a presença de setores dos Estados Unidos. E o Brasil não tarifa — disse o vice-presidente.

Questionado sobre o setor automotivo brasileiro, Alckmin afirmou que o Brasil cumpre rigorosamente as normas da Organização Mundial do Comércio (OMC).

— Para você importar um veículo, é 35% o imposto de importação. A Europa está aumentando agora para 45% o imposto de importação. Então, nós sempre cumprimos as regras da OMC. E os automóveis estão fora disso — argumentou.

Alckmin reforçou ainda que considera a medida “injusta” e frisou que o governo brasileiro não sairá da mesa de negociação.

— injusta e descabida [a decisão], porque eles têm superávit conosco, quem deveria aumentar tarifa somos nós, que temos déficit com os Estados Unidos — afirmou.

Por fim, o vice-presidente repetiu o que tem dito outras autoridades, sobre o Brasil fortalecer a busca de novos mercados, com apoio da Apex, BNDES e ABDI.

— Nós vamos chamar os setores. O presidente Lula pediu que a gente vá ouvir os setores, vamos apoiá-los através de recursos do Brasil Soberano — completou Alckmin.

*AE

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