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Polícia encontra mulher morta em casa há mais de dois anos

Idosa não era vista pelos vizinhos desde setembro de 2019

Monique Mello - 10/02/2022 14h52 | atualizado em 10/02/2022 16h51

Polícia da Itália Foto: EFE/Virgínia Hebrero

Uma idosa de 70 anos foi encontrada morta em casa, em um bairro residencial de Como, na Lombardia, Itália. O fato curioso é que, de acordo com o Corpo de Bombeiros e a polícia italiana, a mulher morreu há pelo menos dois anos e meio.

O corpo da mulher identificada como Marinella Beretta foi encontrado sentado em uma cadeira, em um estado mais do que avançado de decomposição, na última sexta-feira (4). A polícia acredita que a idosa tenha morrido por causas naturais, haja vista que a porta estava fechada por dentro, sem qualquer sinal de arrombamento.

A polícia chegou ao local somente graças a uma denúncia sobre as árvores do jardim, que estavam sem receber cuidados. Vizinhos relataram que não viam a dona do imóvel há dois anos e meio e acreditavam que ela tinha se mudado no início da pandemia de Covid-19.

A idosa havia vendido a sua casa para um suíço, que havia deixado com que ela continuasse morando na residência. O homem só acionou a polícia depois de não conseguir mais entrar em contato com a italiana, depois de ser alertado por vizinhos de que a vegetação da casa estava criando problemas.

A polícia italiana tentou localizar algum parente, mas nenhum registro foi achado no cartório. Caso ninguém apareça dentro de um prazo, a cidade de Como ficará responsável pela organização do funeral e do enterro de Beretta.

O episódio acabou levantando um debate no país acerca da solidão da população mais velha. A ministra da família da Itália, Elena Bonetti, refletiu sobre a questão nas redes sociais.

– O que aconteceu a Marinella Beretta, a solidão esquecida, fere a nossa consciência. Recordar a sua vida é dever de uma comunidade que quer permanecer unida. Não precisamos limitar os horizontes ao privado e voltar a cuidar dos laços entre nós. Cuidar uns dos outros é a experiência das famílias, das instituições, de sermos cidadãos; ninguém deve ficar sozinho – escreveu a ministra.

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