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Peru: Procurador pede prisão preventiva de Keiko Fujimori

José Domingo Pérez afirma que candidata tem descumprido termos de sua liberdade condicional

Thamirys Andrade - 10/06/2021 17h31 | atualizado em 10/06/2021 18h38

Keiko Fujimori é acusada em operação Lava Jato peruana Foto: EFE/ Paolo Aguilar

A candidata à Presidência do Peru, Keiko Fujimori, teve prisão preventiva solicitada pelo procurador José Domingo Pérez, membro da força-especial Lava Jato no país. De acordo com Pérez, Keiko tem descumprido as regras de sua liberdade condicional ao comunicar-se com testemunhas do processo no qual é investigada.

Keiko é acusada de receber fundos ilegais para a sua campanha eleitoral de 2011, em inquérito que apura a atuação da Odebrecht no Peru. Ela foi detida em 2019 e deixou a prisão preventiva em 2020. A candidata nega ter cometido qualquer infração.

Como provas de que a líder do partido Força Popular teria descumprido as normas estabelecidas para sua soltura, Pérez aponta que Torres Morales, convocado como testemunha do processo no último dia 4, foi apresentado como um dos advogados e porta-vozes do Força Popular durante declaração que Keiko fez à imprensa na quarta-feira (9).

O procurador também anexou imagens de Torres próximo à candidata no evento em que ela pediu a anulação de 200 mil votos do concorrente Pedro Castillo, defendendo que o processo eleitoral foi fraudado. Pérez é o mesmo procurador que apresentou denúncia formal contra Keiko em março, acusando-a de lavagem de dinheiro, organização criminosa, obstrução de Justiça e falso testemunho.

– Determinou-se novamente que a acusada descumpriu a restrição de não se comunicar com as testemunhas. Foi noticiado como algo público e notório que se comunica com a testemunha Miguel Torres Morales – consta na petição, segundo informações do jornal O Globo.

O juiz Víctor Zúñiga Urday deve marcar uma audiência nas próximas horas para analisar o pedido.

A apuração dos votos à Presidência no Peru aponta que Castillo tem 50,2% dos votos válidos, e Keiko possui 49,8%, em uma diferença acirrada de 71.441 votos. Para analistas, o cenário é irreversível.

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