Partido de Sánchez diz que não respeitará resultado da eleição
Sigla afirma que falta transparência na apuração do pleito presidencial no Peru
Thamirys Andrade - 17/06/2026 11h59 | atualizado em 17/06/2026 13h43

Com seu candidato presidencial, Roberto Sánchez, ligeiramente atrás da adversária, Keiko Fujimori, o partido Juntos por el Perú afirmou que não respeitará o resultado final das eleições no Peru por “falta de transparência” nas apurações.
De acordo com informações do portal Infobae, a legenda de esquerda declarou que se recusará a consentir com um resultado que “não reflita a vontade popular com absoluta transparência e sem nenhuma dúvida nem controvérsias”.
O partido considera que o “voto do cidadão foi deslegitimado” e convocou uma manifestação para esta quarta-feira (17). Apontando a pouca diferença de votos entre os dois candidatos, Sánchez pede uma recontagem das atas.
Com mais de 99% das urnas apuradas, a candidata de direita, Keiko Fujimori, do Fuerza Popular, aparece com 50,09% dos votos, enquanto Sánchez tem 49,9%.
Entidade responsável pelas eleições peruanas, o Jurado Eleitoral Especial (JJE) afirmou que um processo de recontagem é complexo e demorado. Segundo o presidente do órgão, Roberto Burneo Bermejo, previu que no caso de recontagem, o resultado sairia apenas em meados de julho devido à alta polarização no pleito.
Embora o volume de atas sob suspeita seja pequeno em relação ao total do país, a margem estreita entre os candidatos faz com que qualquer revisão tenha potencial para mudar o desfecho das urnas. Pela lei local, novas recontagens podem ser autorizadas caso fiquem comprovadas divergências entre o número de cédulas e eleitores, erros nos boletins ou contestações válidas feitas pelos partidos.
Leia também1 Embaixadores presenteiam papa com bola da Copa do Mundo
2 Trump diz que texto do acordo com o Irã "não é definitivo"
3 "Eu sou o chefe", brinca Trump no último dia da Cúpula do G7
4 Furacões se aproximam dos EUA e podem afetar a Copa do Mundo
5 Trump afirma que Irã concordou em nunca ter arma nuclear


















