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Paraguai devolve suspeito de ligação com Hezbollah ao Brasil

Libanês Assad Ahmad Barakat é investigado por lavagem de dinheiro e ligações com o Hezbollah

Pleno.News - 10/04/2021 16h07 | atualizado em 10/04/2021 17h09

Libanês Assad Ahmad Barakat foi devolvido ao Brasil pelo Paraguai Foto: Reprodução

O Paraguai devolveu, na sexta-feira (9), o libanês Assad Ahmad Barakat ao Brasil, onde é investigado por lavagem de dinheiro, ligações com o Hezbollah, e apontado como um dos líderes do grupo na tríplice fronteira.

Barakat foi condenado na quinta-feira (8) pela justiça paraguaia a dois anos e meio de prisão por falsificação de documentos, em audiência judicial realizada por teleconferência e após a qual o Ministério Público solicitou sua expulsão do país e consequente devolução ao Brasil.

No ano passado, o libanês foi extraditado pelo Brasil para o Paraguai pela segunda vez, após ter sido preso em setembro de 2018 na cidade de Foz do Iguaçu por falsificação de documentos. Na época, havia contra Barakat um mandado de prisão internacional emitido pela Interpol.

Desde setembro de 2019 e até essa extradição, o libanês ficou preso na Superintendência Regional da Polícia Federal em Curitiba. Além disso, ele foi investigado na Argentina, que em julho de 2018 alertou sobre “possíveis ações criminosas” na tríplice fronteira por parte do chamado “Clã Barakat”, supostamente composto por libaneses.

De acordo com as investigações, a organização “teria laços estreitos com a liderança” do Hezbollah a partir de seu centro de operações em uma galeria localizada em Ciudad del Este, segunda maior cidade do Paraguai e vizinha de Foz do Iguaçu, no Paraná, e Puerto Iguazú (Argentina).

Em 2003, após solicitação do Paraguai, Barakat foi extraditado pelo Brasil ao país vizinho pela primeira vez, para ser julgado por casos de apologia ao crime, evasão de divisas e falsificação de marcas de produtos, e acabou condenado a seis anos de prisão pela Comissão de Crimes de Evasão Fiscal.

Cinco anos depois, após deixar a prisão, Barakat voltou a morar no Brasil e a fazer negócios em Paraguai, Argentina e Chile. Assad Ahmad Barakat foi incluído em 2006 na lista do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos sobre pessoas e entidades que financiam o Hezbollah na região da tríplice fronteira.

*EFE

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