Papa reage a Trump e reafirma posição contra armas nucleares
"A missão da Igreja é pregar o Evangelho, pregar a paz", disse o líder católico
Pleno.News - 05/05/2026 18h14 | atualizado em 05/05/2026 19h00

Nesta terça-feira (5), o papa Leão XIV respondeu a críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que a missão da Igreja é anunciar o Evangelho e promover a paz, mesmo diante de ataques públicos.
– A missão da Igreja é pregar o Evangelho, pregar a paz. Se alguém quiser me criticar por pregar o Evangelho, que o faça com a verdade – disse o pontífice.
O líder religioso também negou apoiar armas nucleares e reforçou o posicionamento histórico da Igreja Católica contra esse tipo de armamento.
– A Igreja se manifesta há anos contra todas as armas nucleares, disso não há dúvida – afirmou.
E continuou:
– E eu sempre acreditei que é muito melhor dialogar do que buscar armas e apoiar a indústria bélica, que lucra bilhões e bilhões de dólares todos os anos, em vez de sentar à mesa para resolver nossos problemas e usar o dinheiro para solucionar questões humanitárias, como a fome no mundo – acrescentou.
CRÍTICAS DE TRUMP AO LÍDER CATÓLICO
As declarações ocorrem após Trump afirmar, em entrevista ao radialista Hugh Hewitt, que o papa estaria colocando pessoas em risco ao supostamente relativizar o uso de armas nucleares pelo Irã.
– Bem, o papa prefere falar sobre o fato de que não há problema em o Irã ter uma arma nuclear, e eu não acho isso muito bom. Acho que ele está colocando muitos católicos e muitas outras pessoas em perigo – afirmou Trump.
E prosseguiu:
– Mas suponho que, se depender do papa, ele acha perfeitamente normal o Irã ter uma arma nuclear – acrescentou.
Apesar das críticas, não há registro de que o pontífice tenha defendido o armamento nuclear iraniano. O papa, no entanto, já manifestou oposição a conflitos armados e tem defendido soluções diplomáticas.
As declarações do presidente se somam a outros ataques recentes. Em ocasiões anteriores, Trump chamou o líder católico de “fraco” e disse não ser “fã” do pontífice.
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