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Pleno.News - 05/04/2023 13h01 | atualizado em 05/04/2023 13h48

Vladimir Putin e Xi Jinping Foto: EFE/Joédson Alves

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, garantiu nesta quarta-feira (5) que não há provas de que a China tenha prestado ajuda militar à Rússia na guerra contra a Ucrânia, mas advertiu Pequim para “graves consequências” caso faça isso.

– A China sabe que haverá consequências severas se entregar ajuda letal à Rússia [e isso foi] deixado claro por muitos aliados, incluindo o maior aliado – disse Stoltenberg, referindo-se aos Estados Unidos, durante entrevista coletiva no final da reunião de dois dias entre os chanceleres da Otan, marcada pela entrada oficial da Finlândia na organização.

O secretário-geral da Aliança afirmou que se Pequim entregasse armas a Moscou “seria um grande erro”, embora tenha apontado que “por hora não temos confirmação” de que isso tenha ocorrido.

No entanto, disse que China e Rússia “se aproximaram” e, nesse sentido, lembrou o acordo de “amizade sem limites” que o presidente chinês, Xi Jinping, e o russo, Vladimir Putin, assinaram pouco antes do início da invasão da Ucrânia.

– A China se recusa a condenar a agressão russa, faz eco da propaganda russa e sustenta a economia russa. China e Rússia também estão intensificando suas atividades militares conjuntas na região do Indo-Pacífico – observou Stoltenberg.

As declarações do secretário-geral da Aliança ocorreram logo após um encontro em que ministros aliados discutiram com os parceiros Austrália, Nova Zelândia, Japão e Coreia do Sul a ameaça que a China representa atualmente para a região do Indo-Pacífico.

Além das “crescentes atividades” de Rússia e China, Stoltenberg informou que na reunião também discutiram ameaças e desafios no Oriente Médio e norte da África, incluindo instabilidade e terrorismo, e garantiu que continuarão “colaborando estreitamente” com parceiros como Mauritânia e Tunísia para “ajudá-los a fortalecer suas instituições de defesa e estabilizar seus países”.

PROMESSAS VAZIAS DA RÚSSIA
No primeiro dia da reunião ministerial, os aliados realizaram uma Comissão Otan-Ucrânia na qual destacaram o apoio político àquele país, bem como o apoio militar para se defender da agressão russa.

– Não sabemos quando terminará esta guerra. Mas, quando terminar, devemos garantir que o presidente Putin não continue a minar a segurança europeia. Portanto, devemos capacitar a Ucrânia para dissuadir e se defender contra futuras agressões – disse Stoltenberg.

Segundo ele, isso inclui “reforçar as forças armadas ucranianas e os acordos para a segurança da Ucrânia”.

Os aliados já começaram a trabalhar no desenvolvimento de um programa estratégico plurianual para ajudar Kiev e aumentar sua interoperabilidade com a Otan, elevando-a aos padrões da Aliança, o que “ajudará a Ucrânia em seu caminho para a integração euro-atlântica”, de acordo com Stoltenberg.

Questionado sobre o anúncio da Rússia de que irá implantar armas nucleares táticas em seu aliado Belarus, o norueguês considerou que, levando em conta que Putin havia assinado uma declaração com Xi após sua recente visita a Moscou na qual rejeitam a implantação de armas nucleares no exterior, “isso só mostra que se trata de promessas vazias”.

Ele insistiu que, por enquanto, a Aliança não percebeu nenhuma mudança na postura nuclear da Rússia, embora tenha garantido que permanecerá “vigilante”.

*EFE

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