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ONU se envolve e critica a morte de suspeitos em operação no RJ

Porta-voz da entidade afirmou que a organização está perturbada com as 25 mortes

Paulo Moura - 07/05/2021 09h15 | atualizado em 07/05/2021 09h44

Operação deixou 25 pessoas mortas no Rio de Janeiro Foto: Agência Estadão/Betinho Casas

O Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos fez críticas à operação policial no Rio de Janeiro que resultou em 25 mortes na quinta-feira (6) e pediu que investigações imparciais sejam abertas sobre o fato.

O porta-voz da ONU, Ruppert Colville, disse que algo “claramente está errado”.

– Estamos profundamente perturbados pelas mortes de 25 pessoas numa operação policial – afirmou ele durante entrevista coletiva.

Batizada de Exceptis, a operação policial deixou ao menos 25 mortos na favela do Jacarezinho, na Zona Norte do Rio de Janeiro, entre eles o policial civil André Frias. O governo estadual defendeu a operação e disse que a ação foi orientada por “inteligência e investigação”.

A Operação Exceptis foi iniciada a partir de denúncias de que criminosos estão expulsando moradores de suas casas. O grupo seria responsável também pelo assassinato de moradores e pelo sumiço dos corpos. De acordo com a Polícia Civil, 21 criminosos foram identificados como os “responsáveis por garantir o domínio territorial da região com utilização de armas de fogo”.

O porta-voz da ONU admitiu a existência de ações criminosas nas favelas, mas disse que “a forma de lidar com isso é com responsabilidade por parte das autoridades para garantir que a população civil, mulheres e crianças não sejam afetados”.

– O governo tem a responsabilidade de equilibrar o policiamento necessário no caso de atividades criminosas com sua responsabilidade até maior de proteger a população civil de mortes e ferimentos, além de crimes – afirmou.

A ONU ainda afirmou que é “especialmente perturbador” que a operação tenha ocorrido depois que o Supremo Tribunal Federal, em 2020, determinou limites para ações policiais nas favelas durante a pandemia da covid-19.

– Relembramos às autoridades brasileiras que o uso da violência deve ser usado apenas quando estritamente necessário e que deve sempre respeitar o princípio da legalidade, precaução e proporcionalidade – disse.

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