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Visita ocorre no dia em que o desastre na usina nuclear completa 36 anos

Pleno.News - 26/04/2022 18h17

Desastre nuclear de Chernobyl completa 36 anos Foto: EFE/EPA/SERGEY DOLZHENKO

O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea), agência da ONU, Rafael Grossi, afirmou nesta terça-feira (26), durante uma visita à antiga usina nuclear de Chernobyl (Ucrânia), que a situação ainda não é estável.

– Ainda não temos paz, a situação ainda não é estável. Devemos estar em alerta – disse Grossi a um grupo de jornalistas, sem dar mais detalhes.

A visita ocorre no dia em que o maior acidente nuclear da história, ocorrido em 26 de abril de 1986, completa 36 anos.

O diretor-geral chegou a Chernobyl acompanhado por uma equipe de especialistas de sua agência e com meia tonelada de equipamentos de mediação nuclear para controlar a situação radioativa no local, ocupado durante grande parte de março pelas forças russas.

– Temos que fazer alguns trabalhos de reparação e devemos restabelecer as conexões (de dados) com Viena – explicou Grossi, referindo-se à sede da Aiea na capital austríaca.

Parte dos equipamentos transferidos para Chernobyl pela Aiea provém hoje da própria agência nuclear e outra parte são doações de países-membros da organização.

– A assistência (da Aiea) continuará. Este é apenas o primeiro carregamento de equipamentos, não é uma visita simbólica – disse, agradecendo explicitamente aos funcionários de Chernobyl que mantiveram o local durante as semanas de ocupação russa.

– Eles trabalharam como se nada tivesse acontecido e mantiveram a situação estável. Nesse sentido, o pior poderia ser evitado – pontuou o diretor-geral da Aiea.

Além de visitar a instalação de Chernobyl, que é controlada sob um enorme sarcófago de cimento para evitar vazamento de radiação nuclear, os especialistas da Aiea também inspecionarão a chamada “zona de exclusão” ao redor da usina.

– Vamos comparar os dados, estamos aqui para controlar a área. Temos informações sobre algumas atividades (russas) que aconteceram lá – concluiu Grossi, anunciando que a Aiea planeja estar presente em Chernobyl “enquanto a situação não exigir”.

*EFE

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