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ONGs pedem fundo destinado ao clima para projetos abortistas

Carta com 60 signatárias foi enviada ao governo do Reino Unido

Thamirys Andrade - 03/09/2021 12h53 | atualizado em 03/09/2021 13h55

Gestante [imagem ilustrativa] Foto: Pixabay
Mais de 60 organizações pró-aborto enviaram, no fim do mês de agosto, uma carta ao governo do Reino Unido fazendo um apelo para que o financiamento para “contracepção” seja incluído no orçamento do combate às mudanças climáticas, que totaliza 11 bilhões de libras (cerca de R$ 79 bilhões). As informações são do jornal The Guardian.

ONGs como a milionária abortista MSI Reproductive Choices defendem que o direito à interrupção da gravidez está relacionada à crise do clima.

– Estamos ouvindo alto e claro das comunidades e mulheres e nossos clientes, que são os mais afetados pela crise climática, que o que elas realmente querem é acesso à saúde reprodutiva, para que possam fazer escolhas sobre quando ou se terão filhos – afirmou o diretor da MSI, Bethan Coble.

O texto menciona os cortes do governo britânico ao financiamento de abortos em países em desenvolvimento e defende o que chama de maneiras “inovadoras para integrar o desenvolvimento e a programação climática”.

A carta foi endereçada a Alok Sharma, presidente da 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26), que ocorrerá de 1° a 12 de novembro deste ano, em Glasgow, na Escócia. O documento pede que ocorra uma alteração nas regras de elegibilidade de financiamento para que parte do fundo possa ser repassada a projetos referentes ao aborto.

A tentativa de relacionar os dois temas não é novidade para a ONU (Organização das Nações Unidas), já que um relatório vem tratando sobre o assunto desde 2019. Segundo mostrou o Gazeta do Povo, o texto deste ano defende que as mudanças climáticas afetam mulheres e crianças das seguintes formas: gerando mais violência de gênero, casamentos infantis, aumento no número de natimortos, piora nos casos neonatais, além de limitar a saúde sexual reprodutiva e o acesso à anticoncepção.

– O mundo deve reconhecer que a saúde e os direitos sexuais e reprodutivos são uma questão climática e que as mulheres devem fazer parte da política climática. Quando as mulheres são integradas a este trabalho, o planeta melhora graças à menor emissão de carbono e a mais áreas de terras protegidas – conclui o texto.

O documento, porém, não aponta como o aborto poderia impactar nas mudanças climáticas. Apenas cita que a crise pode gerar problemas econômicos que expõem mulheres a uma maior vulnerabilidade.

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