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Recomendações seguirão várias linhas de investigação

Pleno.News - 22/02/2021 16h15 | atualizado em 22/02/2021 16h31

Imagem ilustrativa do coronavírus Foto: Reprodução

O grupo de especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) que visitou a China para estudar a origem da pandemia da Covid-19 recomendará um rastreamento “mais profundo” dos contatos do primeiro paciente identificado com a doença na cidade chinesa de Wuhan.

Segundo informou a emissora americana CNN, os especialistas também querem ter mais informações sobre a rede de abastecimento de alguns comerciantes no mercado de mariscos de Huanan, que, pode ter tido um papel fundamental no início da propagação do coronavírus Sars-CoV-2 (causador da covid-19), no final de 2019.

As recomendações do painel da OMS seguirão várias linhas de investigação, segundo informaram à emissora fontes sabedoras do relatório dos especialistas. Estes solicitarão mais detalhes sobre o histórico de contatos do paciente tratado em 8 de dezembro de 2019 em Wuhan, o primeiro caso confirmado por cientistas chineses.

Os especialistas dizem que esse paciente não foi identificado publicamente, mas é, segundo os investigadores da OMS, um funcionário de escritório na casa dos 40 anos que não tinha feito viagens exóticas, não tinha histórico de contato com pessoas infectadas e vive com a esposa e o filho. Esse paciente se reuniu com a equipe da OMS e, no final da reunião, indicou que os seus pais tinham visitado “um mercado local de produtos frescos em Wuhan”, e não o mercado de mariscos de Huanan.

Peter Daszak, membro da equipe de investigação da OMS, disse que os cientistas chineses asseguraram que os pais do paciente tinham testado negativo para a doença, mas que não pareciam ter rastreado os contatos dos pais nesse mercado.

Por outro lado, cientistas independentes disseram à CNN que os especialistas chineses deveriam ter realizado uma investigação mais aprofundada sobre as origens do vírus muitos meses antes e que acharam “surpreendente” e “implausível” a parte chinesa não ter feito esse trabalho.

Jake Sullivan, assessor de Segurança Nacional do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse no domingo (21) que a China não forneceu “dados fundamentais suficientes” sobre a origem e a subsequente propagação do coronavírus.

– Estão prestes a divulgar um relatório sobre as origens da pandemia em Wuhan, na China, sobre o qual temos dúvidas porque não acreditamos que a China tenha disponibilizado dados suficientes sobre as origens [do vírus], como esta pandemia começou a se alastrar tanto na China como, depois, em todo o mundo – afirmou Sullivan em entrevista à CBS News.

*Com informações da Agência EFE

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