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OMS: Ômicron se quadriplicou no mundo em apenas 1 semana

A entidade ressalta que o número de infecções pode ser ainda maior que o identificado

Thamirys Andrade - 22/12/2021 12h25 | atualizado em 22/12/2021 12h36

Porcentagem de detecções saltou de 0,1% para 1,6% em sete dias Foto: EFE/Juan Ignacio Roncoroni/Archivo

Os laboratórios genômicos globais detectaram cerca de 14 mil novos casos da variante Ômicron do coronavírus na semana passada, um número quatro vezes mais do que os cerca de 3.500 registrados nos sete dias anteriores, de acordo com um relatório epidemiológico da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo análises da rede global de laboratórios GISAID, que colabora com a OMS, a porcentagem de detecções da variante Ômicron aumentou de 0,1% há uma semana para 1,6% nesta quarta-feira, embora uma grande maioria (96%) ainda permaneça com casos da variante Delta, que é a dominante no ano de 2021.

Ao analisar esses números, deve-se ter em conta que eles somam os últimos 60 dias de testes, de modo que a porcentagem real de casos de Ômicron pode ser ainda maior, embora haja um esforço especial para detectar a nova variante.

Por outro lado, apenas uma pequena proporção de casos de Covid-19 (cerca de um em cada 40, de acordo com os números da OMS) é testada em laboratório; portanto, os dados são de valor puramente estatístico.

De qualquer forma, esses dados continuam a confirmar que a Ômicron “tem uma vantagem de transmissão sobre a Delta”, que já chegou a representar mais de 99% dos casos testados em laboratório e, nas últimas duas semanas, tem perdido terreno para a cepa detectada pela primeira vez na África do Sul.

Em seu relatório epidemiológico semanal, a OMS reiterou que ainda não há dados sobre se a Ômicron produz casos mais ou menos graves de Covid-19, embora o aumento das hospitalizações em países onde sua presença já é muito alta, como a África do Sul e o Reino Unido, confirme que é uma variante capaz de exercer uma pressão preocupante sobre os sistemas de saúde.

A organização baseada em Genebra reitera que os dados preliminares indicam um risco maior de infecção pela Ômicron entre pessoas vacinadas e previamente infectadas; portanto, o risco associado com a nova variante permanece “muito alto”.

*EFE

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