Leia também:
X Fiocruz descarta suspeita de ebola em paciente isolado no RJ

OMS e RD Congo trabalham para obter vacina contra cepa de ebola

"Juntos, deteremos este surto", declarou Tedros Adhanom

Pleno.News - 01/06/2026 09h54 | atualizado em 01/06/2026 10h32

Vacina (Imagem ilustrativa) Foto: Unsplash / Ian Talmacs

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o governo da República Democrática do Congo trabalham para conseguir uma vacina contra a cepa do atual surto de ebola declarado no leste do país africano, segundo afirmaram ambas as partes.

– O Ministério da Saúde, a OMS e seus parceiros estão trabalhando para realizar rapidamente ensaios clínicos controlados e aleatórios sobre vacinas e tratamentos candidatos – afirmaram a agência da ONU e o governo congolês em uma declaração conjunta divulgada na madrugada desta segunda (1º).

A nota foi publicada após a missão liderada neste fim de semana em Bunia, capital da província de Ituri (epicentro da epidemia), pelos ministros congoleses da Saúde, Samuel Roger Kamba, e da Comunicação, Patrick Muyaya; e pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

A OMS e o Executivo congolês ressaltaram que, embora a cepa de Bundibugyo apresente “desafios adicionais”, como a ausência de uma vacina autorizada ou de um tratamento específico, “as medidas de saúde pública comprovadas continuam sendo eficazes para frear a transmissão e alcançar uma possível recuperação completa”.

– Mesmo sem vacinas ou tratamentos específicos, as pessoas podem sobreviver ao ebola causado pelo vírus de Bundibugyo se receberem atendimento médico oportuno e buscarem tratamento assim que os sintomas aparecerem – insistiu Tedros, nesta segunda-feira na rede social X.

Segundo a agência da ONU, a cepa de Bundibugyo tem uma taxa de letalidade que oscila entre 30% e 50%.

– A OMS e muitos parceiros apoiam a criação de centros de tratamento do ebola na República Democrática do Congo (…). Juntos, deteremos este surto – acrescentou o chefe da OMS, que nesta segunda-feira retorna à capital congolesa, Kinshasa, onde pretende se reunir com as “máximas autoridades” do país.

Além disso, o governo e a OMS voltaram a pedir a todas as comunidades que adotem “comportamentos de proteção”, como a higiene regular das mãos, a busca precoce por atendimento médico em centros de saúde e o compartilhamento de informações.

Também enfatizaram que a resposta ao surto deve “manter a atenção primária de saúde e os serviços essenciais, bem como fortalecer a resiliência do sistema de saúde a longo prazo”.

As áreas afetadas pelo vírus estão imersas em um longo conflito entre o Exército congolês e grupos rebeldes que operam na região, motivo pelo qual Tedros pediu, na semana passada, um cessar-fogo que facilite a resposta à epidemia.

A agência de saúde pública da União Africana (UA) estimou na última quinta-feira (28) em 246 as “mortes suspeitas” e em 1.077 os “casos suspeitos” registrados na RD Congo devido à 17ª epidemia de ebola vivida pelo país desde que o vírus foi detectado pela primeira vez, em 1976.

O vírus também se propagou para a vizinha Uganda, onde foram detectados nove contágios confirmados, incluindo uma morte por um caso importado de um cidadão congolês.

*EFE

Leia também1 Fiocruz descarta suspeita de ebola em paciente isolado no RJ
2 Internado com suspeita de ebola em São Paulo está com meningite
3 Turista belga é internado com malária e suspeita de ebola no Rio
4 OMS eleva para muito alto o risco por surto de ebola na RD Congo
5 OMS considera "baixo" o risco global da atual epidemia de ebola

Siga-nos nas nossas redes!
WhatsApp
Entre e receba as notícias do dia
Entrar no Canal
Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo
O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.