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OMS diz que vírus causador da Covid deve se tornar endêmico

Especialistas em doenças infecciosas deram declarações nesta segunda-feira

Pleno.News - 28/12/2020 17h33 | atualizado em 29/12/2020 17h36

Michael Ryan, diretor de emergências da OMS Foto: EFE/ Salvatore Di Nolfi/Archivo

Nesta segunda-feira (28), especialistas em doenças infecciosas afirmaram que é cada vez mais provável que o vírus Sars-CoV-2, causador da Covid-19, torne-se endêmico entre os humanos, em alguns animais ou em ambos, ou seja, não desaparecerá com vacinas.

– O cenário mais provável é que o vírus se torne outro vírus endêmico, com um nível muito baixo de ameaça no contexto de um programa mundial de vacinação – disse Mike Ryan, um dos principais nomes da Organização Mundial da Saúde (OMS) no combate à Covid-19.

Ryan, que é diretor de emergências sanitárias da OMS, deu declarações durante uma entrevista coletiva.

– A existência de uma vacina, mesmo uma altamente eficaz, não é garantia de que uma doença infecciosa seja eliminada ou erradicada – acrescentou ele.

Os especialistas da OMS já tinham comentado, em maio, que havia a possibilidade de o coronavírus se tornar endêmico, uma previsão que ganha força com o que já foi aprendido sobre o vírus desde então.

Entretanto, segundo Ryan a vacinação contra a Covid-19 ajudará a controlar a propagação do coronavírus e a normalizar as sociedades.

O especialista em doenças infecciosas David Heymann disse que “o conceito de imunidade de rebanho (ou grupo) é um mal-entendido quando se acredita que, de alguma forma, diminuirá a transmissão [do vírus] se um número suficiente de pessoas for imunizado.

Heymann, que comandou a unidade anti-Sars da OMS, disse que ninguém pode prever como a imunidade evoluirá porque há muitas coisas que ainda não são conhecidas sobre imunidade, como o tempo de duração da imunidade fornecida por vacinas licenciadas.

– Parece que o destino deste coronavírus é se tornar endêmico, como aconteceu com outros [vírus]. Este coronavírus continuará a sofrer mutações à medida que se reproduz em células humanas, especialmente em áreas de transmissão intensa – explicou.

O cientista antecipou que o mundo poderá viver com o novo coronavírus graças a todas as ferramentas de saúde pública que foram desenvolvidas neste ano.

– O coronavírus continuará se espalhando apesar das vacinas, [dos] tratamentos e exames de diagnóstico. Temos de aprender a viver com ele – analisou Heymann.

*Com informações da Agência EFE

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