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No Iraque, papa Francisco tem reunião histórica com líder xiita

Líder católico pediu o fim das perseguições a cristãos no país islâmico

Pleno.News - 06/03/2021 10h00 | atualizado em 06/03/2021 10h25

Papa Francisco e Aiatolá Al-Sistani Foto: Divulgação/Vaticano

O Papa Francisco e o principal clérigo muçulmano do Iraque, o aiatolá Ali al-Sistani, tiveram uma reunião histórica neste sábado (6), na cidade sagrada de Najaf. Esta é a primeira vez que um pontífice se encontra pessoalmente com um líder xiita.

No encontro, os dois religiosos transmitiram uma mensagem de coexistência pacífica e exortaram islâmicos iraquianos a abraçarem a minoria cristã, alvo de perseguição no país.

O Aiatolá Ali al-Sistani disse que as autoridades religiosas têm um papel na proteção dos cristãos do Iraque, que devem viver em paz e desfrutar dos mesmos direitos que os outros iraquianos.

O Vaticano informou que Francisco agradeceu a al-Sistani por ter “levantado sua voz em defesa dos mais fracos e perseguidos” durante alguns dos momentos mais violentos da história recente da nação árabe.

Al-Sistani, de 90 anos, é um dos clérigos mais antigos do islamismo xiita e suas raras, mas poderosas, intervenções políticas ajudaram a moldar o Iraque atual. Ele é uma figura profundamente reverenciada no país de maioria xiita e suas opiniões sobre questões religiosas e outras são buscadas por xiitas em todo o mundo.

O encontro histórico na casa de al-Sistani aconteceu após meses de organizações, com cada detalhe meticulosamente discutido e negociado entre o gabinete do aiatolá e o Vaticano.

Na manhã de sábado, o pontífice de 84 anos, viajando em um Mercedes-Benz à prova de balas, parou em uma rua estreita de Najaf, que culmina na cúpula dourada do Santuário Imam Ali, um dos locais mais reverenciados no Islã xiita. Ele então caminhou alguns metros até a casa de al-Sistani.

O papa tirou os sapatos antes de entrar no quarto de al-Sistani e foi servido chá e uma garrafa plástica de água. Al-Sistani falou durante a maior parte da reunião. Francisco fez uma pausa antes de sair do quarto de al-Sistani para dar uma última olhada, disse um oficial que testemunhou o evento.

Mais tarde, o pontífice foi à antiga cidade de Ur para um encontro ecumênico no tradicional local de nascimento de Abraão, o patriarca bíblico reverenciado por cristãos, muçulmanos e judeus.

*Estadão com Associated Press

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