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Navio de guerra inglês é enviado à Guiana e Maduro toma atitude

A decisão da Inglaterra de enviar um navio aumenta a tensão entre os dois países

Pleno.News - 28/12/2023 18h48 | atualizado em 28/12/2023 20h47

Nicolás Maduro defende anexação do território de Essequibo Foto: EFE/ MIGUEL GUTIÉRREZ

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ordenou, nesta quinta-feira (28), uma ação defensiva no Oceano Atlântico em resposta à chegada de um navio de guerra britânico à costa da Guiana, o que voltou a desencadear a tensão entre os países que mantêm uma disputa territorial.

– Ordenei a ativação de uma ação conjunta de toda a Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) sobre o Caribe oriental da Venezuela, sobre a fachada atlântica, uma ação conjunta de caráter defensivo em resposta à provocação e ameaça do Reino Unido contra a paz e a soberania do nosso país – disse o mandatário.

O anúncio foi feito perante a cúpula militar, durante uma reunião transmitida obrigatoriamente pela rádio e televisão, na qual se comunicou com um grupo de militares que realizou “a primeira fase” desta operação, que consistiu em implantação sobre terras e águas do estado de Sucre.

Maduro não deu detalhes sobre o alcance e a duração dessa operação, mas insistiu que a chegada do navio britânico HMS Trent é uma “ameaça inaceitável” que é uma “ruptura” dos acordos que assinou com seu homólogo guianense, Irfaan Ali, no dia 14 de dezembro, quando prometeram não se ameaçar e evitar incidentes relacionados à disputa.

– A Venezuela não pode ficar de braços cruzados diante de uma ameaça, estamos respondendo de forma proporcional – assegurou, depois de reiterar que está comprometido com a diplomacia e a paz.

O líder chavista criticou que a Guiana tenha ignorado os pedidos da Venezuela para não aceitar a chegada do navio britânico às suas costas.

Minutos antes, o governo venezuelano tinha condenado esse fato em um comunicado, no qual pedia à Guiana “que tomasse medidas imediatas para retirar o navio e se abstivesse de continuar envolvendo potências militares na controvérsia”.

A disputa se agravou após a Venezuela ter aprovado no último dia 3, em referendo unilateral, a anexação da área em disputa, de quase 160 mil quilômetros quadrados que está sob o controle da Guiana e cuja polêmica está nas mãos do Tribunal Internacional de Justiça.

*EFE

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