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Preconceito faz Nasa rever nomes de estrelas e galáxias

Agência espacial disse querer "nomes alinhados com valores de diversidade e inclusão"

Paulo Moura - 06/08/2020 14h12 | atualizado em 06/08/2020 14h14

Par de galáxias ganhará novo nome a ser determinado pela Nasa Foto: Divulgação/Nasa

Com a justificativa de promover a “diversidade e inclusão”, a agência espacial americana (Nasa) anunciou na quarta-feira (5) que vai revisar nomes de objetos cósmicos, sejam eles planetas, galáxias, nebulosas e estrelas, para que não precise usar apelidos considerados “preconceituosos”.

O primeiro caso a ser extinto pela agência é o da “nebulosa esquimó”, a NGC 2392, que são os restos de uma estrela parecida com o Sol. A palavra “esquimó” é tida por algumas pessoas como um termo de história racista, usado de forma imposta contra indígenas de regiões árticas.

Outro nome a ser abolido será o da “galáxia dos gêmeos siameses”, termo usado para se referir ao par de galáxias formado por NGC 4567 e NGC 4568, encontrado no Cluster Virgo Galaxy. De acordo com a agência, no futuro devem ser abolidos os apelidos sem aprovação e deverão ser utilizados apenas nomes oficiais escolhidos pela União Astronômica Internacional.

– Nosso objetivo é que todos os nomes estejam alinhados com nossos valores de diversidade e inclusão. Trabalharemos proativamente com a comunidade científica para garantir isso. A ciência é para todos, e todas as facetas do nosso trabalho precisam refletir esse valor – disse Thomas Zurbuchen, administrador-associado da Diretoria de Missões Científicas da Nasa, em Washington.

Segundo a Nasa, especialistas em diversidade, inclusão e igualdade prestarão consultoria à agência americana para detectar casos inapropriados e solicitar a exclusão do uso pela instituição, seus cientistas e funcionários.

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