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Nasa inicia missão de volta à Lua com lançamento da Artemis I

Envio do foguete mais poderoso do mundo à Lua é o primeiro passo para o retorno de humanos ao satélite natural

Thamirys Andrade - 16/11/2022 12h56 | atualizado em 16/11/2022 13h25

A Nasa, agência espacial americana, lançou, com sucesso, o megafoguete Space Launch System (SLS), que carregava a espaçonave Orion da missão não tripulada Artemis I, rumo à Lua. Ao mesmo tempo em que é um salto histórico para a astronomia, é apenas um pequeno passo para levar o homem de volta ao satélite natural após meio século, e a destinos ainda mais distantes, como Marte.

Após tentativas frustradas e com atraso, o lançamento ocorreu oficialmente à 1h47 (3h47 no horário de Brasília) desta quarta-feira (16), diretamente do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, nos Estados Unidos.

Segundo a Nasa, a espaçonave Orion vai viajar mais de 64 mil quilômetros além da Lua e retornar à Terra em pouco mais de 25 dias. A distância é 48 mil quilômetros maior do que recorde anterior, da Apollo 13.

O pouso da espaçonave será acompanhado pelo navio de recuperação na costa de San Diego. Conforme a Nasa, a Orion entrará na atmosfera terrestre a uma velocidade de 40 mil km/h. A atmosfera vai reduzir a velocidade para 480 km/h, o que vai gerar temperaturas de aproximadamente 2,8 milºC, colocando o escudo térmico da nave à prova.

A missão é, sobretudo, um teste da viabilidade e segurança da Artemis II, que quer levar a primeira mulher e pessoa não branca à Lua. O objetivo é mostrar a capacidade do foguete SLS em realizar a missão e do escudo térmico da Orion em trazer a tripulação de volta ao solo terrestre.

O movimento que a exploração espacial faz de olhar de novo para a Lua vem da percepção de que o satélite natural é mais interessante do que se pensava e que ele ainda não foi devidamente explorado.

Além dos Estados Unidos, com a Artemis, outros seis países têm planos de realizar missões de algum tipo na Lua. São eles: China, Rússia, Índia, Japão, Coreia do Sul e Emirados Árabes.

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