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‘Não vamos permitir uma guerra nuclear’ promete Biden na ONU

Biden convocou todas as nações a se manifestarem contra a "guerra brutal e desnecessária" da Rússia

Pleno.News - 21/09/2022 15h49 | atualizado em 21/09/2022 15h58

Joe Biden Foto: EFE/EPA/YURI GRIPAS / POOL

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, abriu seu discurso na 77ª Assembleia Geral da ONU nesta quarta-feira (21), acusando a Rússia de violar a Carta das Nações Unidas ao invadir a Ucrânia. O discurso do americano veio poucas horas depois de o presidente russo, Vladimir Putin, anunciar a maior mobilização nacional desde a 2ª guerra e ameaçar os aliados da Ucrânia com um ataque nuclear.

– Vamos falar claramente. Um membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas invadiu seu vizinho, tentou apagar um estado soberano do mapa. A Rússia violou descaradamente os princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas – o presidente começou dizendo.

Por ser um membro permanente do Conselho de Segurança, a Rússia tem poder de veto em qualquer decisão que os demais países tomarem sobre a Ucrânia.

Ao acusar Putin de violar a carta base de formação da ONU, Biden convocou todas as nações, sejam democracias ou autocracias, a se manifestarem contra a “guerra brutal e desnecessária” da Rússia e a reforçar o esforço da Ucrânia para se defender.

– O presidente Putin fez ameaças nucleares abertas contra a Europa e um desrespeito imprudente pelas responsabilidades de um regime de não proliferação [nuclear]. Agora a Rússia está convocando mais soldados para se juntar à luta, e o Kremlin está organizando um referendo falso para tentar anexar partes da Ucrânia – uma violação extremamente significativa da carta da ONU – disse.

Biden se refere às regiões controladas pela Rússia no leste e sul da Ucrânia que anunciaram, na última terça (20), planos para realizar referendos apoiados pelo Kremlin, nos próximos dias, para se tornar parte da Rússia; enquanto Moscou está perdendo terreno na invasão. O presidente Vladimir Putin anunciou nesta quarta uma mobilização parcial para convocar 300 mil reservistas e acusou o Ocidente de se envolver em “chantagem nuclear”.

– Uma guerra nuclear não pode ser ganha, e não deve nunca ser lutada. Hoje, estamos vendo violações perturbadoras a essa diretriz estabelecida pela ONU. Eles estão fazendo ameaças inaceitáveis (…). Nós não vamos permitir uma guerra nuclear – prometeu.

Biden voltou a apontar a guerra na Ucrânia como consequência das decisões de Vladimir Putin apenas.

– A Rússia disse que foi ameaçada. Ninguém ameaçou a Rússia e ninguém além da Rússia buscou conflito – disse.

“ISSO NÃO É UM BLEFE”
Em pronunciamento televisionado, o presidente russo Vladimir Putin ordenou nesta quarta-feira (21), a primeira mobilização nacional do país desde a 2ª Guerra. No anúncio, ele alertou o Ocidente que, se a “chantagem nuclear” continuar, Moscou responderá com todo o seu vasto arsenal atômico.

A medida prevê a mobilização de até 300 mil reservistas para lutar na Guerra da Ucrânia, evidenciando as dificuldades que a Rússia enfrenta em sua invasão do país, com as retomadas de território pelas forças ucranianas e a dificuldade dos russos em tomar Kiev e derrubar o governo do presidente Volodymyr Zelensky.

No pronunciamento pré-gravado transmitido na TV, Putin disse também que irá proteger as populações de território ocupados que pretende anexar após referendos a serem feitos em quatro regiões ucranianas no leste e no sul do país a partir de sexta (23). E também, que está disposto fazer isso com armas nucleares contra os EUA e aliados que apoiam Kiev.

– Se a integridade territorial de nosso país estiver ameaçada, usaremos todos os meios disponíveis para proteger nosso povo, isso não é um blefe – disse Putin.

A medida ocorre um dia depois de quatro regiões controladas por Moscou no leste e no sul da Ucrânia anunciarem que farão referendos para se integrar à Rússia. As duas regiões separatistas do Donbas, Donetsk e Luhansk, junto com Kherson e Zaporizhzia pretendem conduzir as votações ainda nesta semana em um ato que busca impedir as investidas ucranianas para retomar essas áreas.

Na prática, caso a população aprove a anexação, Moscou passaria a considerar as quatro regiões como parte de seu próprio território, tornando uma agressão ucraniana a essas áreas um ataque à nação russa, e propícia a retaliações; inclusive, com armas nucleares – a doutrina nuclear russa prevê o uso da bomba em caso de ataques.

*AE

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