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Mulheres revelam o impacto do discipulado em suas vidas

Moradoras do Oriente Médio e do norte da África testemunham suas realidades

Natalia Lopes - 08/03/2023 13h57 | atualizado em 08/03/2023 16h22

Mulheres se encontram para estudar a Bíblia Foto: Portas Abertas

Nesta quarta-feira (8) é comemorado o Dia Internacional do Mulher. Se no Brasil existe disparidade entre homens e mulheres, em alguns países a situação é muito pior. O nascimento de uma menina em uma família muçulmana não é tão importante e celebrado quanto o de um menino. Qualquer atitude da mulher que vá de encontro aos valores culturais pode ser motivo de desonra para toda a família.

Nesses casos, pais, avós, irmãos, maridos, tios e até primos têm o direito de “resolver” a situação da maneira que escolherem, mesmo que envolva agressão física e sexual, tortura, prisão domiciliar, casamento forçado e até morte.

– No caso de herança, o direito da mulher é metade do direito do homem. Ela só pode obter um passaporte e viajar se tiver uma permissão oficial do marido. No tribunal, o testemunho de duas mulheres é igual ao de um homem – conta a líder cristã Azizah*.

Quando uma mulher que vive nesse contexto decide seguir a Jesus, ela já foi muito ferida pela família, comunidade e autoridades.

– Algumas mulheres estão cansadas ou com raiva de Alá. (…) Leva tempo para elas conhecerem o Deus da Bíblia e se comunicarem com ele – continua Azizah.

Essa dificuldade em compreender a Deus e a cultura do seu Reino para a humanidade pode ser sanada gradativamente por meio da ação do Espírito Santo via discipulado.

Azizah enfrentou a perseguição da família e da comunidade Foto: Portas Abertas

– As mulheres não estavam percebendo que cada pessoa é única e tem um papel específico a desempenhar na sociedade. Leva tempo para perceber que toda mulher é filha amada de Deus, essa é a nossa verdadeira identidade – testemunha Naasima*, uma cristã do norte da África.

Por meio do treinamento da organização cristã Portas Abertas para mulheres, Naasima foi apoiada e hoje lidera outras cristãs.

– Participei de seminários em que aprendi sobre minha imagem e meu valor aos olhos de Deus. Aprendi sobre relacionamento conjugal e criação de filhos, meu papel em casa, na igreja e na sociedade – afirma.

O impacto da cura de Deus
O resultado do amparo psicológico, espiritual e social muda a vida das cristãs e tem um impacto na sociedade em que elas estão inseridas. Há alguns líderes cristãos locais que desconhecem essa nova identidade que Jesus dá tanto para homens quanto mulheres.

– Infelizmente, mesmo na igreja, tivemos alguns desafios com líderes que agiam de acordo com o aiatolá [o mais importante líder religioso no islã xiita] e havia muito abuso contra as mulheres. Isso feriu a mim e as outras líderes mulheres. Depois da cura de Deus e da ajuda de conselheiros, hoje posso servir ao Senhor na tarefa que ele me deu – explica Azizah.

Ao apoiar as mulheres, os filhos delas também aprendem a enfrentar a pressão na escola e na comunidade.

Cristãs de origem muçulmana
Mulheres cristãs de origem islâmica precisam descobrir a nova identidade que Jesus concedeu a elas na cruz. Doe e permita que mais irmãs na fé participem de treinamentos bíblicos e vivam como filhas amadas de Deus.

*Nomes alterados por segurança.

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