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Mulher que matou idosos para ir à Disney é condenada à perpétua

Caso ocorreu na Argentina, e a viagem seria presente de 15 anos da filha

Pleno.News - 05/07/2021 16h32 | atualizado em 05/07/2021 19h05

Sonia Rebeca Soloaga, 36 anos, foi condena à prisão perpétua Foto: Reprodução

A Justiça da Argentina condenou nesta segunda-feira (5) à prisão perpétua uma ex-policial da cidade de Buenos Aires por assassinar um casal de idosos, em 2019, para roubar uma quantia entre US$ 70 mil e US$ 80 mil (aproximadamente R$ 406 mil), com a qual planejava pagar uma viagem à Disney para comemorar o aniversário de sua filha.

Em audiência virtual, o Tribunal Penal Oral 7 condenou Sonia Rebeca Soloaga, de 36 anos, pelos crimes de “roubo, homicídio qualificado e falsa notificação de crime”, quando ainda era funcionária da polícia da capital argentina.

A ex-policial afirmou “não ter nada a ver” com o crime pelo qual foi acusada quando foi presa em 2019.

No dia do crime, Soloaga havia apresentado uma queixa em que declarava ter sido agredida e que sua arma e 300.000 pesos (cerca de R$ 15,7 mil) haviam sido roubados. Mas, posteriormente, durante o julgamento, ela confessou que havia esquecido a pistola e o dinheiro no banheiro de um posto de gasolina.

– Vou assumir que cometi um erro com a denúncia, mas nunca vou me responsabilizar pelo que, lamentavelmente, aconteceu com aquelas pessoas, porque não tenho nada a ver com isso – declarou Soloaga perante o Tribunal.

De fato, seu advogado, Augusto Arena, requereu a absolvição da sua cliente durante o julgamento, por assegurar que existiam “provas contundentes” para sua libertação.

Além disso, alegou que, se Soloaga mentiu sobre a denúncia sobre sua arma de fogo, foi por medo de ser demitida, e não por ter cometido o duplo homicídio. Após a condenação, a ex-policial terá que cumprir a prisão perpétua por pelo menos 35 anos e só poderá solicitar liberdade condicional em 2054.

Por outro lado, seu ex-companheiro, Diego Alberto Pachilla, de 37 anos, foi absolvido da acusação de “acobertamento duplamente agravado”.

Pachilla também era policial (atualmente está dissociado da força policial) e optou por se recusar a depor durante a audiência.

O CRIME
Durante o julgamento, o Ministério Público considerou comprovado que Soloaga cometeu os crimes em 11 de junho de 2019, quando entrou na casa do casal, aproveitando a relação de confiança que mantinha com ambos.

De acordo com depoimentos de familiares das vítimas, a ex-policial patrulhava a área do bairro portenho de Parque Avellaneda e, ocasionalmente, pedia ao casal aposentado para usar o banheiro.

– (Soloaga) entrou quando eles permitiram o acesso. Primeiro exerceu violência sobre as duas pessoas e, com alguns golpes, fez com que indicassem onde haviam guardado uma quantia significativa de dinheiro – detalhou o procurador do caso, Oscar Ciruzzi.

Depois de obter o dinheiro, a então policial executou Alberto Antonio Chirico, de 71 anos, e sua esposa, María Delia Speranza, de 63, com um tiro na cabeça de cada um e usou uma almofada vermelha para “abafar o ruído” e também “para não ver o rosto das vítimas”.

*EFE

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