Morre Peppino di Capri, autor do sucesso Champagne, aos 86 anos
Peppino di Capri foi um dos grandes nomes da música italiana
Pleno.News - 11/07/2026 15h00 | atualizado em 16/07/2026 17h43

Peppino di Capri, um dos grandes nomes da música italiana que conquistou o mundo nos anos 60 e 70, autor de grandes clássicos como Roberta e Champagne, morreu neste sábado (11), aos 86 anos.
Giuseppe Faiella, seu nome real, nasceu na ilha de Capri, no sul da Itália, e adotou seu nome artístico como uma homenagem direta à terra natal. Grande pianista, intérprete elegante e autor de canções que fazem parte da memória coletiva da história da música na Itália, Peppino di Capri tem uma trajetória musical que abrangeu mais de 60 anos.
Ele contribuiu para transformar a canção napolitana em uma linguagem pop capaz de se conectar com o mundo. Cantou sobre a “la dolce vitta”, os verões na praia, os grandes amores e a nostalgia, misturando a tradição regional com o rock and roll americano, o twist, o jazz e o pop internacional sem perder sua própria identidade.
Nos anos 60 e 70, no pleno auge da música italiana no mundo, triunfou com sucessos como Roberta, Un grande amore e niente più, St. Tropez twist, Luna caprese e a mundialmente conhecida Champagne.
Seu avô era membro da banda de música de Capri, e seu pai, dono de uma loja de instrumentos musicais, a quem, em seu tempo livre, gostava de tocar clarinete, saxofone, contrabaixo e violoncelo. Por isso, começou a estudar música aos seis anos, e aos 14 começou a se apresentar em clubes noturnos de Capri e Ischia e também para as tropas americanas durante a Segunda Guerra Mundial.
Após algumas experiências, formou o grupo Peppino Di Capri e i suoi Rockers, que, em poucos anos, alcançou um sucesso considerável. Também na década de 60, ele se tornou ator em alguns filmes musicais. Em 1973, após alguns anos de pausa e a dissolução do grupo, alcançou sua primeira vitória no Festival de Sanremo com Un grande amore e niente più.
A partir desse momento, a carreira e o sucesso de Peppino não pararam. Seguiram-se novas canções como E mo’ e mo’ e Il sognatore, junto com dezenas de aparições na televisão, a última na edição de 2023 de Sanremo.
*EFE
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