Milton ainda é ameaça na costa sudeste de EUA e Bahamas
Estima-se que o furacão deixará perdas potenciais de seguro no valor de R$ 334 bilhões
Pleno.News - 10/10/2024 16h01 | atualizado em 10/10/2024 17h00

Até o momento, o furacão Milton deixou graves inundações causadas por chuvas e tempestades, danos, centenas de milhares de pessoas fora de suas casas e ao menos quatro mortes causadas por tornados que ocorreram antes do fenômeno natural atingir a península da Flórida, nos Estados Unidos.
O furacão, que já está em alto-mar e permanece na categoria 1 na escala Saffir-Simpson, tem ventos máximos sustentados de 130 km/h, de acordo com o último boletim do Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC, na sigla em inglês).
– As condições de tempestade tropical e de maré de tempestade continuam ao longo de partes da costa sudeste dos EUA e no lado noroeste das Bahamas – informou o NHC no boletim.
De acordo com a previsão, o núcleo de Milton continuará se afastando da costa leste da Flórida e passará pelo norte das Bahamas nesta quinta-feira (10).
Tanto o presidente americano, Joe Biden, quanto o governador da Flórida, Ron DeSantis, enfatizaram nesta quinta que estão apenas contando os danos causados pelo impacto do Milton.
Biden afirmou que havia se comunicado com DeSantis, que “agradeceu” pelo amplo apoio federal nos preparativos e resposta ao furacão.
R$ 334 BILHÕES EM PERDAS
Estima-se que Milton deixará perdas potenciais de seguro no valor de até 60 bilhões de dólares (cerca de R$ 334 bilhões) na Flórida, um estado que mal se recuperou da passagem do furacão Helene, que entrou na costa oeste do estado há 13 dias e causou ao menos 230 mortes no sudeste dos EUA.
De acordo com analistas da empresa de mercado de capitais RBC Capital, as perdas devem ser comparáveis às do furacão Ian, que atingiu a Flórida em 2022, conforme publicado pela imprensa especializada.
Até o momento, quatro mortes foram confirmadas devido a tornados associados ao sistema de furacões, mas que ocorreram antes da chegada de Milton à costa oeste da Flórida na noite desta quarta-feira (9).
As autoridades informaram que pelo menos quatro pessoas foram mortas por um tornado em uma comunidade de aposentados no condado de St. Lucie, na costa leste da Flórida.
– Infelizmente, haverá fatalidades. Acho que não há como evitar isso – disse DeSantis, em entrevista coletiva nesta quinta.
A tempestade causou o corte de energia de mais de 3,4 milhões de residências e empresas, de acordo com o portal Poweroutage.
DeSantis disse que 9 mil membros da Guarda Nacional da Flórida e de outros estados, e mais de 50 mil funcionários de serviços públicos, alguns da Califórnia, foram mobilizados.
Há também patrulhas rodoviárias com sirenes para escoltar caminhões-tanque de gasolina para garantir o abastecimento de combustível.
Milton está se movendo para leste-nordeste a cerca de 31 quilômetros por hora e espera-se que vire para leste ainda nesta quinta. A previsão é de que esse movimento continue no Atlântico nos próximos dias.
O furacão atingiu a costa na noite desta quarta-feira (9) em Siesta Key, perto da cidade de Sarasota, com ventos máximos sustentados de 205 quilômetros por hora, na categoria 3.
Milton é o segundo furacão a atingir a Flórida em quase duas semanas, após o impacto do poderoso furacão Helene em 26 de setembro, que atingiu o noroeste do estado como categoria 4, deixando um rastro de devastação em seis estados do sudeste dos EUA e mais de 250 pessoas mortas.
De acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA), a temporada de furacões no Atlântico, que começou oficialmente em 1º de junho, pode apresentar atividade “acima da média”, com oito a 13 furacões, incluindo de quatro a sete furacões de grande porte.
Desde o início da temporada de furacões, nove furacões se formaram: Beryl, Debby, Ernesto, Francine, Helene, Isaac, Kirk, Lesley e agora Milton, dos quais Beryl e Milton atingiram a categoria 5.
*EFE
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