Militares dos EUA estão prontos para possíveis ataques ao Irã
Imprensa internacional diz que decisão final virá de Donald Trump
Pleno.News - 19/02/2026 14h54 | atualizado em 19/02/2026 16h47

Os Estados Unidos mobilizaram forças militares no Oriente Médio e estão prontos para um possível ataque ao Irã, segundo veículos da imprensa internacional nesta quarta-feira (18), em Washington. Apesar da preparação, o presidente Donald Trump ainda não tomou decisão final.
De acordo com o The New York Times, a CBS News e a CNN, aviões, navios e caças já foram posicionados para uma possível ofensiva nos próximos dias. A agência Reuters informou que assessores de segurança foram avisados de que as tropas devem estar totalmente posicionadas até meados de março.
O governo pressiona Teerã a aceitar um acordo sobre o programa nuclear. A Casa Branca não confirmou prazo para uma decisão. A secretária de imprensa, Karoline Leavitt, afirmou que a diplomacia segue como opção, mas evitou detalhar datas.
– Seria muito sensato para o Irã fechar um acordo com o presidente Trump – declarou.
Leavitt também declarou que houve “pequeno progresso” nas conversas em Genebra, mas que “ainda estamos muito distantes em algumas questões”.
Uma fonte ouvida pela CNN relatou:
– Ele [Trump] está dedicando muito tempo a pensar nisso.
Segundo o jornalista Barak Ravid, do site Axios, autoridades americanas classificaram as negociações com o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, como “fracasso”. Há expectativa de que o Irã apresente proposta por escrito após as reuniões na Suíça.
No campo militar, o grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln já está na região. O USS Gerald R. Ford segue em direção ao Oriente Médio e dados marítimos indicaram que a embarcação estava na costa oeste da África.
O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, publicou imagem gerada por inteligência artificial mostrando o navio Ford afundado, com a legenda: “Mais perigosa do que esse navio de guerra é a arma capaz de afundá-lo no fundo do mar”.
O Pentágono também deslocou aviões-tanque e mais de 50 caças para a área. Parte do pessoal americano está sendo retirada como medida preventiva contra possíveis reações iranianas. Israel, segundo o New York Times, avalia ação conjunta.
Em entrevista à emissora Al Arabiya, o chanceler russo Sergey Lavrov afirmou que “as consequências não são boas”; e acrescentou “que ninguém quer um aumento da tensão”, pois “todos entendem que isso é brincar com fogo”.
Na Europa, governos elevaram o alerta. O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, pediu que cidadãos deixem o Irã imediatamente e alertou para risco real de conflito. Itália, Alemanha, Espanha e Chipre também orientaram seus nacionais a evitar viagens ao país.
Os EUA já haviam realizado ataques contra instalações nucleares iranianas em junho. Israel também atingiu alvos militares no território iraniano. As informações são do The Guardian e Politico.
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