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Mianmar: Brasileiros vítimas de tráfico humano são resgatados

Homens estavam presos há três meses e precisaram fugir

Pleno.News - 11/02/2025 14h54 | atualizado em 11/02/2025 16h02

Luckas Viana dos Santos e Phelipe de Moura Ferreira Foto: Arquivo pessoal

Dois brasileiros que estavam sendo mantidos reféns por mais de três meses em Mianmar conseguiram fugir e foram resgatados. Identificados como Luckas Viana dos Santos, 31 anos, e Phelipe de Moura Ferreira, 26 anos, eles foram vítimas de tráfico humano e presos juntamente com centenas de estrangeiros.

De acordo com os familiares, a fuga aconteceu no último sábado (8) e integrantes do grupo armado DKBA (Exército Democrático Karen Budista) os encontraram nesta segunda-feira (10) e os levaram para um centro de detenção local.

Foi deste local que eles conseguiram se comunicar com seus familiares e agora, com ajuda de uma organização civil que combate o tráfico humano, aguardam a transferência de Mianmar para Tailândia. Além dos dois brasileiros, outros 368 estrangeiros, de 21 países, também conseguiram fugir, segundo informações da Exodus Road.

– Estou me sentindo o homem mais feliz do mundo. Eu pensei que não ia mais conseguir ver meu filho, mas graças a Deus e a ajuda da ONG, conseguimos – comemorou Antônio Carlos Ferreira, pai de Phelipe.

O DKBA tem trabalhado para encontrar estrangeiros que fogem do local onde são mantidos reféns por grupos de tráfico humano e então a ONG Exodus entra com seu apoio para tirá-los do país. Os familiares dos homens declararam ainda que o resgate não teve apoio do Ministério das Relações Exteriores e embaixada brasileira.

– O mérito [do resgate] foi todo da ONG [Exodus]. A embaixada [brasileira] só ficou aguardando a boa vontade das autoridades de Mianmar, que não iam fazer nada. Já sabiam onde eles estavam e tinham que ter pressionado mais, mas não fizeram. Quem pressionou foi a ONG – declara Antônio Carlos.

Depois de chegarem à Tailândia, será necessário que o Itamaraty faça a repatriação dos brasileiros que viajaram após receberem propostas de trabalho. Eles deixaram o Brasil entre outubro e novembro de 2024 e não chegaram ao destino final que seria a Tailândia. As informações são do UOL.

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