México nega ajuda de Trump em morte de família mórmon

EUA ofereceram ajuda nas investigações mas oferta foi recusada pelo presidente

Pleno.News - 05/11/2019 16h30

Carro da família foi queimado com vítimas dentro Foto: Reprodução

O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, defendeu nesta terça-feira (5) a soberania de seu país, após oferta de ajuda militar oferecida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por conta do assassinato de nove pessoas, incluindo seis crianças, membros de uma família mórmon.

– É um assunto do qual temos que tratar. O governo do México fará isso de forma independente e afirmando sua soberania – disse López Obrador, durante entrevista coletiva na Palácio Nacional, sede do governo.

Após tomar conhecimento do massacre, o presidente americano escreveu disponibilizou ajuda através do Twitter.

– É a hora do México, com a ajuda dos Estados Unidos, liberar a guerra aos cartéis de drogas e limpá-los da face da terra. Aguardamos apenas a ligação de seu grande novo presidente – disse Trump.

Trump também falou que caso o governo mexicano solicite ajuda no combate ao narcotráfico, os EUA “estarão prontos, dispostos e aptos de se envolver e fazer o trabalho de maneira rápida e eficaz”.

López Obrador, que durante a coletiva disse que ainda não tinha lido as mensagens do mandatário americano, agradeceu a oferta de ajuda, mas afirmou que o México deve “agir com independência e soberania”.

Ele revelou que conversará com Trump para agradecer o apoio oferecido e verificar se existe a possibilidade de contar com ajuda americana, se necessário, sempre “dentro da estrutura do direito internacional vigente e acordos bilaterais”.

Mas neste caso específico, afirmou: “Acho que não precisamos ter a intervenção de um governo estrangeiro”.

Questionado sobre a possibilidade do FBI interferir no caso, ele manteve o posicionamento.

– Somos um país livre e soberano. Nenhum outro governo pode intervir se não houver um acordo de cooperação e a solicitação expressa de nosso governo – afirmou.

Em termos gerais, o presidente explicou que após o fracasso na operação para prender o filho do traficante Joaquín “el Chapo Guzmán” e a onda de violência desencadeada, o diálogo foi acelerado para estabelecer um maior controle das armas de fogo que chegam ao México provenientes dos Estados Unidos.

O brutal ataque a uma família mórmon em uma rodovia no norte do México deixou um saldo final de nove mortos, entre eles seis crianças. Além disso, mais seis menores de idade ficaram feridos, um conseguiu sair ileso e outro supostamente está desaparecido, conforme divulgado pelo governo mexicano.

De acordo com as autoridades locais, o massacre, ocorrido entre entre os estados de Chihuahua e Sonora, pode ter sido devido a um conflito entre cartéis que atuam na região.

*Com informações da agência EFE

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