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Menino de 8 anos é julgado por agressão nos Estados Unidos

O garoto, que possui transtornos psicológicos, foi preso dentro da escola após agredir uma professora

Pierre Borges - 18/11/2020 12h32 | atualizado em 18/11/2020 15h07

Policial tentou algemar a criança, mas seus pulsos eram muito finos Foto: Reprodução

Policiais que trabalhavam numa escola primária na Flórida, EUA, teriam encaminharam um menino de 8 anos para a delegacia, após agressão a uma professora. Um policial chegou a tentar algemar o garoto, mas os pulsos dele eram finos demais para isso. O processo durou 9 meses até a criança ser inocentada.

Imagens de câmeras acopladas ao uniforme dos policias foram divulgadas pelo advogado que representa a mãe da criança e exibidas pela CNN. Bianca N. Digennaro, mãe do garoto, alega uso de força excessiva por parte da polícia, além de se queixar da não interferência dos funcionários da escola. O chefe da polícia de Key West, Sean T. Brandenburg, disse que seus policiais não fizeram nada de errado e que seguiram os procedimentos operacionais padrão.

Bianca afirmou, em uma coletiva de imprensa, que seu filho foi levado para a cadeia, e que os policiais fizeram sua ficha criminal. Segundo Bianca, os agentes pegaram as impressões digitais, coletaram amostras de DNA e tiraram fotos do menino. Ela afirma ainda, que seu filho tem transtornos psicológicos e estava sendo medicado após ser diagnosticado com transtorno déficit de atenção (TDAH), transtorno desafiador de oposição, depressão e ansiedade.

A AGRESSÃO
Segundo o relatório da polícia, uma professora substituta estava supervisionando a turma no refeitório e pediu que o aluno se sentasse direito por diversas vezes. Após a recusa, ela pediu que ele se sentasse ao seu lado, o que foi novamente recusado pelo aluno. O relatório afirma que a professora, teria se direcionado a ele quando começou a ser xingada pelo aluno, que em seguida, disparou um soco no peito dela.

De acordo com o boletim de ocorrência, a escola contatou os pais do menino antes dos policiais o levarem, mas a mãe do aluno estava fora da cidade e o pai chegou na escola antes de o menino ser posto sob custódia.

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