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Mais Médicos: Cubanos acusam OPAS de exploração

Noventa por cento do que o governo brasileiro pagava pelo programa era enviado para o governo de Cuba

Leiliane Lopes - 10/10/2022 17h46 | atualizado em 10/10/2022 18h28

Médicos denunciam a entidade que era responsável pelo programa Mais Médicos Foto: Pexels

Médicos cubanos que foram levados para trabalhar em outros países entraram com uma ação conjunta contra a Organização Panamericana de Saúde (OPAS), entidade que controla programas como o Mais Médicos que foi implantado no Brasil entre os anos de 2011 e 2018.

Os profissionais de saúde que participaram do programa acusam a OPAS de exploração. O caso está em curso nos Estados Unidos desde 2018 e questiona os repasses feitos pela entidade para o governo de Cuba.

O médico Ramona Matos foi o primeiro a apresentar denúncia contra o governo, logo no início de 2014, quando conseguiu escapar da vigilância imposta pelo regime comunista cubano.

O médico Sam Dubbin, que defende os médicos cubanos nessa ação na justiça americana, conta que há provas de que a OPAS transferiu dinheiro do tesouro federal brasileiro para o governo cubano e os números são impressionantes.

Segundo ele, a OPAS arrecadou pelo menos 1,5 bilhão de dólares (R$ 7,7 bilhões) do Brasil desde o início do Mais Médicos. Desse valor, 1,3 bilhão de dólares (R$ 5,16 bilhões) foram transferidos para Cuba. Menos de 10% do montante era pago aos médicos e a OPAS ainda ficou com 5%, cerca de 75 milhões de dólares (R$ 390 milhões).

Até 2018, Cuba teria recebido 8 bilhões de dólares (R$41,5 bilhões) com as chamadas “missões médicas”.

– Os médicos estão exigindo justiça e responsabilidade contra a OPAS por sua conduta como facilitadora do empreendimento de tráfico de Cuba, confiscando os salários de milhares de médicos cubanos e os submetendo a condições de trabalho forçado – disse o advogado em entrevista ao jornal Gazeta do Povo.

Outra reclamação dos médicos cubanos é que eles foram enviados para o Brasil sem ter informações importantes como quais atividades desempenhariam e em qual cidade iriam trabalhar.

Antes de iniciar os atendimentos, os profissionais tiveram aulas de português básico e métodos de doutrinação política da população brasileira local para apoiar Cuba e políticos brasileiros que defendiam os irmãos ditadores Fidel e Raúl Castro.

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