Maduro diz que países “amigos” o ajudam a vigiar a oposição
Ditador afirma que seus rivais políticos traçaram "planos diabólicos"
Thamirys Andrade - 09/09/2024 17h30 | atualizado em 10/09/2024 10h36

Durante inauguração de um centro médico na Venezuela, o ditador Nicolás Maduro afirmou contar com a ajuda de “países amigos” para descobrir informações sobre seus opositores. De acordo com ele, María Corina Machado e seus aliados bolaram “planos diabólicos” que serão expostos pelas autoridades venezuelanas em breve.
– Vocês saberão nas próximas horas e nos próximos dias os planos criminosos que estamos, em tempo real, desvendando, e os criminosos que estamos capturando. São planos fascistas, diabólicos – assinalou.
O líder venezuelano agradeceu ainda o serviço de inteligência de seu país e “amigos” de outros nações que estariam monitorando a oposição.
– Mas felizmente temos uma inteligência e uma contrainteligência e alguns organismos de segurança, e amigos extraordinários entre o povo de diferentes países do mundo que nos informam o tempo todo – completou.
Ex-candidato à Presidência e verdadeiro vencedor do pleito segundo as atas divulgadas pela oposição, Edmundo González Urrutia deixou seu país de origem e buscou exílio em Madri, na Espanha. A saída de González ocorre após um mandado de prisão ser expedido contra ele.
Mesmo com a ida de Urrutia para a Europa, María Corina, principal líder da oposição, insiste que ele tomará posse no dia 10 de janeiro. Ela prometeu ainda permanecer em solo venezuelano.
– Que isso fique muito claro a todos: Edmundo lutará de fora junto de nossa diáspora, enquanto eu continuarei fazendo isso aqui, junto de vocês – disse ela.
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