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Luigi Mangione admite que atirou em CEO de seguradora de saúde

Até agora, Mangione vinha se declarando inocente das acusações federais e estaduais

Pleno.News - 14/08/2026 15h18 | atualizado em 14/08/2026 15h36

Luigi Mangione Foto: EFE/EPA/ALTOONA POLICE DEPARTMENT

Luigi Mangione, acusado de assassinar, em dezembro de 2024, o então CEO da UnitedHealthcare, Brian Thompson, declarou-se culpado nesta sexta-feira (14) pelo crime durante uma audiência em um tribunal federal da cidade de Nova Iorque.

– Atirei no sr. Thompson e ele morreu. Sabia que o que estava fazendo era ilegal – declarou o jovem de 28 anos, acusado de dois crimes de perseguição relacionados ao assassinato de Thompson, à juíza que supervisiona o caso, Margaret Garnett.

Segundo a agência EFE pôde constatar no tribunal, Mangione se manteve sereno durante a breve sessão, da qual participaram familiares da vítima. Garnett fixou a data da sentença para 18 de dezembro. Os crimes dos quais se declarou culpado preveem uma pena máxima de prisão perpétua. A promotoria pede uma pena de prisão entre 292 e 365 meses.

Até agora, Mangione – que está preso no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn – havia se declarado inocente das acusações federais e estaduais, e previa-se que fosse julgado em um tribunal federal em janeiro devido a duas acusações de perseguição relacionadas ao assassinato de Thompson.

No caso federal, Luigi é acusado de assassinato. Segundo especialistas jurídicos, a promotoria do caso estadual pode argumentar que ainda é possível processar Mangione, visto que as acusações do estado de Nova Iorque se referem a um delito distinto, o de homicídio.

As acusações federais contra ele são mais graves e não preveem a opção de liberdade condicional, enquanto sua acusação de assassinato no âmbito estadual pode levar de uma sentença de 25 anos a prisão perpétua.

O assassinato de Thompson ocorreu em Midtown Manhattan, uma das zonas mais movimentadas dos EUA, e as cápsulas de bala encontradas na cena do crime estavam inscritas com as palavras “negar”, “defender” e “depor”, o que seria um indicativo do ódio de Mangione em relação à indústria de seguros de saúde nos Estados Unidos.

*EFE

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