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Johnson & Johnson terá que indenizar mulher com câncer

Empresa foi condenada na Justiça, mas disse que irá recorrer

Jade Nunes - 01/06/2019 09h16

Johnson & Johnson foi condenada a pagar indenização milionária Foto: Divulgação

Um júri de Nova Iorque, nos Estados Unidos, ordenou que a multinacional Johnson & Johnson indenize em 325 milhões de dólares (R$ 1,2 bilhão) uma mulher que desenvolveu uma forma rara de câncer de pulmão vinculada com o amianto, produto que seria encontrado nos talcos da marca.

A empresa declarou em comunicado que o julgamento “sofreu significativos erros legais e de evidências”, razão pela qual planeja apelar, e negou que os talcos contenham amianto ou causem câncer.

O escritório de advogados Levy Konigsberg, que representa a denunciante, Donna Olson, e seu marido Robert, anunciou nesta quinta-feira o veredito contra a Johnson & Johnson: 20 milhões de dólares (R$ 78 milhões) pelo sofrimento “passado e futuro” da mulher, 5 milhões de dólares (R$ 19 milhões) pelo fechamento de um consórcio de seu marido devido à doença e 300 milhões de dólares (R$1,1 bilhão) como castigo por danos.

O escritório indicou em uma nota que, durante os quatro meses de julgamento na Suprema Corte, o júri viu documentos internos segundo os quais a empresa “sabia que havia amianto no talco utilizado para fabricar o Johnson’s Baby Powder e os produtos J&J’s Shower to Shower já nos anos 60 e 70”.

– Ao invés de advertir aos consumidores ou substituir o talco com um ingrediente alternativo, como amido de milho, a J&J adotou métodos de testes que não eram capazes de detectar o amianto – afirmaram os advogados, que alegam que esses resultados foram usados para comunicar a ausência do mineral ao público e às autoridades.

A indenização é uma das mais altas alcançadas em casos deste tipo contra a multinacional, que no final de 2018 estava imersa em 13 mil casos nos EUA, em geral pela sua suposta responsabilidade no desenvolvimento de câncer, segundo seu relatório anual entregue à Comissão de Valores (SEC).

A empresa respondeu com “50 anos de avaliações científicas independentes feitas por corporações do governo” dos EUA e por instituições acadêmicas, como Princeton e MIT, e assegurou que todas concluem que os talcos são seguros.

A Johnson & Johnson destacou ainda que, dos veredictos apresentados contra a empresa que foram submetidos a um processo de apelação, “todos e cada um foram revogados” e que houve “vários casos” nos quais os júris concluíram que seus produtos “não eram responsáveis pelo câncer dos litigantes”, enquanto outros foram desconsiderados.

*Com informações da Agência EFE

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