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Joe Biden apoia cessar-fogo em conversa com Netanyahu

Por outro lado, presidente voltou a expressar "firme apoio" ao direito de Israel de se defender e condenou os ataques "indiscriminados" do Hamas

Pleno.News - 18/05/2021 09h42 | atualizado em 18/05/2021 10h17

Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden Foto: EFE/EPA/Jim Lo Scalzo

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, expressou apoio a um cessar-fogo para frear a escalada bélica entre israelenses e palestinos durante uma conversa por telefone com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, informou a Casa Branca nesta segunda-feira (17).

– O presidente expressou seu apoio a um cessar-fogo e falou sobre o compromisso dos EUA, do Egito e de outros aliados com esta finalidade – diz o comunicado.

Esta é a primeira vez que Biden se posiciona publicamente a favor de um cessar-fogo, após ter sido pressionado por integrantes do Partido Democrata e por outros países para que exerça um papel mais ativo na crise no Oriente Médio.

Entretanto, o governante norte-americano apenas expressou apoio e não o pediu a Netanyahu, como tinham solicitado alguns democratas, entre eles 29 senadores. Até agora, o governo americano evitou solicitar publicamente um cessar-fogo, mas já ofereceu mediação caso as partes queiram negociar uma trégua.

A Casa Branca não detalhou qual foi a resposta de Netanyahu à postura de Biden. Limitou-se a dizer que os líderes combinaram de manter o contato.

Por outro lado, na ligação, Biden reiterou a posição que Washington manteve desde o início da atual crise, há oito dias. Concretamente, voltou a expressar “firme apoio” ao direito de Israel de se defender e condenou os ataques “indiscriminados”, com foguetes, do movimento islâmico palestino Hamas, que governa Gaza desde 2007.

Além disso, Biden elogiou os “esforços” para Israel enfrentar as tensões nas cidades israelenses onde palestinos e judeus vivem lado a lado, bem como para trazer “calma” a Jerusalém, onde os jovens palestinos se confrontaram durante semanas com as forças israelenses na Cidade Velha, um dos desencadeadores da atual escalada de violência.

Biden também “encorajou” Israel a fazer tudo o que esteja ao seu alcance para proteger “civis inocentes”.

Apesar do tom preocupado da declaração da Casa Branca, os EUA bloquearam nesta segunda-feira (17), pela terceira vez, uma proposta de declaração do Conselho de Segurança das Nações Unidas pedindo o fim dos conflitos.

Os EUA, maior aliado de Israel, acreditam que uma tal declaração da ONU não seria útil para desanuviar as tensões, uma vez que existem outras iniciativas diplomáticas em curso para parar os combates.

*EFE

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