Israel pede renúncia da diretora da ONU Mulheres: “Vergonhosa”
O governo diz que a nota emitida por ela contra o Hamas foi "fraca e tardia"
Pleno.News - 02/12/2023 21h35 | atualizado em 04/12/2023 12h10

Israel exigiu, neste sábado (2), a renúncia da diretora da ONU Mulheres, a jordaniana Sami Bahous, por considerar que esta assumiu uma posição “vergonhosa” em relação ao ataque cometido pelo Hamas no dia 7 de outubro, no qual o grupo islâmico aparentemente cometeu violência sexual contra mulheres.
– Peço à diretora-executiva da ONU Mulheres, que não conseguiu cumprir a sua missão neste momento crítico, que renuncie (…). A conduta da ONU Mulheres, do secretário-geral da ONU e de outras agências da ONU desde o massacre de 7 de outubro é vergonhosa – escreveu o ministro das Relações Exteriores de Israel, Eli Cohen, na rede social X (antigo Twitter).
Essa declaração foi publicada um dia depois de a ONU Mulheres ter emitido um comunicado rechaçando “inequivocamente os ataques brutais do Hamas contra Israel”.
– Estamos alarmados com os numerosos relatos de atrocidades baseadas no gênero e de violência sexual durante esses ataques. É por isso que pedimos que todos os casos de violência baseada no gênero sejam devidamente investigados e processados – acrescentou.
O ministro israelense, no entanto, considerou que essa declaração é “fraca e tardia, depois de quase dois meses de silêncio durante os quais foram ignorados os crimes de guerra, os crimes contra a humanidade e os crimes de gênero cometidos pela organização terrorista Hamas”.
– A proposta de entregar a investigação à Comissão de Investigação da ONU acrescenta insulto à injúria, uma vez que [essa instituição] é composta por um grupo de notórios antissemitas – declarou Cohen.
A ONU Mulheres lamentou ontem o rompimento da trégua entre Israel e o Hamas e a retomada da ofensiva israelense na devastada Faixa de Gaza, e reiterou que “todas as mulheres, israelenses e palestinas, como todas as outras pessoas, têm direito a uma vida segura e livre de violência”.
A instituição também fez um apelo em prol da paz e da libertação de todos os reféns sequestrados pelo Hamas.
No dia 22 de novembro, Israel acusou o Conselho de Segurança da ONU, a UNICEF e a ONU Mulheres de se aliarem sistematicamente ao grupo islâmico Hamas e de ignorarem o sofrimento ou os dados sobre vítimas que lhes foram fornecidos pelo governo israelense.
A guerra começou em 7 de outubro, após um ataque do braço armado do Hamas que incluiu o lançamento de milhares de foguetes contra Israel e a infiltração de cerca de 3 mil milicianos que mataram cerca de 1.200 pessoas e sequestraram outras 240 em aldeias israelenses perto da Faixa.
Desde então, as forças israelenses têm mantido uma ofensiva implacável por via aérea, terrestre e marítima no enclave palestino que deixou mais de 15 mil mortos, cerca de 6 mil pessoas soterradas sob os escombros e quase 2 milhões de pessoas deslocadas internamente que convivem com uma grave crise humanitária, o colapso dos hospitais e a escassez de habitação, água potável, alimentos, medicamentos e eletricidade.
*EFE
Leia também1 Michelle Bolsonaro alfineta Dino: "Não existe comunista cristão"
2 Dino elogia a Bíblia após reunião com arcebispo de Brasília
3 Tebet quer Ministério da Justiça com uma "condição", diz colunista
4 Antonio Banderas vive Herodes no musical Jornada para Belém
5 Motorista que atropelou Kayky quer ser candidato a vereador



















